registrando sonhos
O lúdico universo de Tim Walker
por Malu Porto - 31 de julho de 2009
Fotógrafos, na maioria das vezes, registram o que está à frente de seus olhos. Acontecimentos históricos, ensaios de moda, lugares, pessoas, objetos, cenários, eventos. No entanto, o inglês Tim Walker se interessa pelo que está atrás do olhar, além do que se vê no mundo real. Ele fotografa sonhos.
Cavalos cor-de-rosa, bolhas de sabão coloridas, tempestade de guarda-chuvas, soldadinhos de chumbo tristonhos, acampamentos dentro de bibliotecas, princesas abandonadas, camas suspensas no jardim, elefantes azuis, marionetes, pirulitos de rostos gigantes, carros de isopor derrubados por um terremoto de pérolas e coelhos.
O trabalho de Tim Walker é como um sopro lúdico e cintilante de “pó de pirlimpimpim” na árida realidade das notícias de sangue em preto e branco das páginas de jornal. Suas fotos imprimem um aspecto de miragem, um surrealismo típico de fábulas de autores como Lewis Carroll e irmãos Grimm.
Em 2008, a originalidade da obra de Walker ficou tão em evidência no circuito de arte que saltou das páginas das revistas de moda direto para as paredes de um museu. De 9 de maio a 7 de setembro, aconteceu sua primeira exposição, no Design Museum, em Londres. Além da mostra, foi lançada sua primeira coletânea: "Tim Walker: Pictures", da editora alemã TeNeues.
APRENDENDO COM OS MESTRES

Formado em fotografia pela Exeter University (Reino Unido), Walker estagiou na prestigiada revista "Condé Nast", organizando os arquivos de Cecil Beaton – fotógrafo que imortalizou em seus retratos personalidades como Marilyn Monroe e Salvador Dali. Após esse período, se mudou para Nova York e tornou-se assistente de outra lenda: Richard Avedon. O veterano artista é notório por ter dado o tom à fotografia contemporânea, expondo ângulos e dimensões nunca antes registrados, e pela incrível habilidade em extrair expressões íntimas de pessoas célebres.
A magia e beleza que suas imagens exibem simbolizam a busca do ideal sublime perdido em algum lugar dos séculos passados. E não há nada mais contemporâneo do que encontrá-lo no frívolo ato de se folhear uma revista de moda.
Últimos comentários
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Ana Paula - 02/08/2009 às 18:13:26
Gênio!
Tim Walker é um talento em potinho que eu queria levar na minha bolsa rs... o cara é genial , não me canso de ver as fotos dele! Ótima matéria, adorei :) Bjs!
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Julinha - 06/08/2009 às 11:34:14
Espetacular!
Amo Tim Walker e parabens pelo texto!Está belissimo e parece que captou na totalidade a genialidade vista pelo fundo do olhar do fotografo. No texto "A Camara Clara" de Roland Barthes,a fotografia é o ponto de partida para entendermos a produção em serie de fotos e como ao longo dos anos, ela se tornou "assassina" de almas por imortalizar expressões e nos levar à sensações nostalgicas. E Tim Walker, nos leva em suas fotos à concepção de "arte viva" a partir de modelos fotografados. Parabens pelo texto Malu








