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Arte contemporânea à venda pela internet com nomes promissores

por Adriana Guivo - 1 de agosto de 2009
"Jônico sob Rosto Feminino", de Marcela Tiboni.O caminho mais óbvio e certeiro para comprar arte é através de galerias. Há um aval de qualidade e confiança estabelecido, mas quantas pessoas frequentam e conhecem os artistas que são representados por elas?

A SP Arte reúne talvez as melhores galerias (ou as que podem pagar para participar) de São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires, aproximando o público comprador do que pode ser adquirido. Há opções para todos os gostos e, possivelmente, todos os bolsos. É possível ver os trabalhos como se fosse uma grande reunião coletiva disposta em stands. É também - ou acima de tudo - uma grande feira. Saí da última edição com uma ótima impressão da proposta que já acontece há alguns anos.

Aproveitando uma brecha, algumas pessoas estão investindo na abrangência da internet para fidelizar um público interessado em comprar. Uma forma de facilitar a vida de quem não está nos centros de venda e quer montar uma coleção.

Dentre as mais interessantes propostas, está a Invest.Art. Tato Di Lascio a criou em desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso na Faculdade de Artes Plásticas da Faap. Durante meses cercou a proposta, atentando para todos os detalhes que pudessem atrapalhar a empreitada. Recentemente, a ideia saiu do papel para ficar online. Sim, os amigos de curso tiveram prioridade. Mas amizade à parte, é preciso ter uma produção consistente.

A aposta aqui também é grande, tanto por quem administra o projeto como pelos artistas que veem no gesto inovador uma oportunidade viável para manter suas produções.  Podem não ser ainda renomados, mas muitos já estão com uma carreira bem sólida dentro do circuito contemporâneo, como Marcela Tiboni, Alexandre Matos e Anaísa Franco.

O negócio é sério e conta com uma estrutura muito profissional para embalagem e transporte, feita pela Arte 3 (escritório que concebeu nada menos que o Museu da Língua Portuguesa). Oferece ainda dicas para conservação depois da compra, explicando o que é cada material utilizado pelos artistas. Os valores variam, mas dá pra começar a montar uma coleção com peças ao preço de R$200, ou bem parcelado no cartão. A ideia é facilitar para que todos saiam ganhando.

O projeto já prevê expansão, com um lugar fixo para expor fotografias, no bairro de Pinheiros.
Sinal de que arte é mercado forte.
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