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Grandes parcerias no mundo da música que só dão certo nos palcos

por Caru Ares - 23 de agosto de 2009

Eles fazem parte de bandas famosas, são ricos, excursionam com shows pelo mundo todo e até compõem músicas juntos. Mas no caso dessas duplas da música as afinidades terminam por ai, porque fora dos palcos a coisa é bem diferente.

Só fazendo poseDesde pequenos

Mick Jagger e Keith Richards fazem parte dos Rolling Stones desde a formação da banda, que já está na estrada há 47 anos. Mas a dupla Jagger/Keith se conhece muito antes disso. Eles eram amigos de escola no ensino fundamental no começo da década de 50, quando tinham apenar 5 anos de idade.

Não há como negar que eles são a alma e a cara dos Stones e são também responsáveis pela maioria das composições da banda. Clássicos como “Sympathy for the Devil”, “Start me Up” e “Wild Horses” foram feitas em total parceria e sintonia.

A dupla também era bastante unida na vida pessoal. Nas férias viajavam juntos, como em 1968 quando fizeram uma viagem pela América do Sul, passando inclusive pelo Brasil. Até presos juntos eles foram, como aconteceu algumas vezes na década de 70, por posse de drogas. Esses, porém, se foram.

Não é de hoje que Keith declara à imprensa e para quem quiser ouvir que Jagger é um controlador neurótico e que é extremamente vaidoso em relação a sua posição nos Stones. Também não perde a oportunidade de alfinetar o companheiro sobre seu desempenho nos palcos, em especial sua voz. Jagger, por sua vez, não retruca as acusações do guitarrista, mas também não faz questão de desmenti-las.


Sintonia só nos palcos"Livin’ on the Edge"

Steven Tyler e Joe Perry, respectivamente vocalista e guitarrista da banda americana Aerosmith, se conheceram em um restaurante na década de 70, onde Joe preparava hambúrgueres e batatas fritas. Mas quando Tyler o viu tocando guitarra, tinha certeza que teriam uma banda juntos.

O desgaste no relacionamento já começou no fim dos anos 70, principalmente por causa das drogas. A dupla era conhecida como “Toxic Twins” (Gêmeos Tóxicos) e por conta disso tinham brigas homéricas, tanto dentro quanto fora dos palcos. Isso resultou na expulsão de Joe da banda em 79, que só retornou em 84, depois de todos os integrantes passarem por uma clínica de reabilitação e se livrarem das drogas.

Tyler declara que eles não se separaram mais porque o Aerosmith se tornou maior de que eles e qualquer problema pessoal que possam ter. Mas mesmo nunca tendo rompido da mesma maneira de novo e seguindo com um desempenho incrível ao vivo nos palcos, o relacionamento da dupla nunca mais foi o mesmo. Até hoje eles viajam em aviões separados durante as turnês.

Bons tempos que podem não voltar maisEm família

Os irmãos Liam e Noel Gallagher formaram o Oasis em 1994 e desde então, além de boa música, também gostam de uma boa polêmica. Eles já declararam serem mais famosos que os Beatles, não pensam duas vezes antes de criticar músicos da nova geração e de se indispor com a imprensa.

Mas apesar de serem irmãos não é novidade para ninguém que Liam e Noel não se gostam, aliás, não se suportam. Eles estão sem se falar desde o começo do ano, quando brigaram sobre qual seria a banda de abertura da última turnê. Dizem as más línguas que Liam fez Noel chorar.

Desde esse episódio eles trocam poucas palavras quando estão no palco - somente o necessário. E pelo Twitter provocam um ao outro a toda hora. Apesar do sucesso da banda, não parece que tão cedo haverá uma reconciliação entre os irmãos. Recentemente, o vocalista Liam deu uma entrevista ao site "NME" declarando que pela primeira vez não sabe o que vai se passar com a banda no futuro. Em se tratando de Oasis, nunca se sabe.

Últimos comentários
  • Guilherme Larsson - 25/08/2009 às 18:23:19

    Caim e Abel

    Acho que essa rivalidade acaba se tornando benéfica, porque essas duplas começam uma "disputa criativa"!!! Um começa a querer ser mais criativo que o outro e quem acaba saindo o vencedor dessa disputa é a musica e os nossos ouvidos.

  • M.G.A. - 28/08/2009 às 21:05:51

    Histórias...

    Apenas para complementar a informação do Arthur, o George Harrison lançou ainda nos anos 60 dois discos experimentais intitulados Wonderwall Music (inspiração para a famosa músico do citado Oasis) e Electronic Sound. Paul McCartney lançou seu disco solo em abril de 1970 sem grande sucesso. E o próprio George Harrison lançou no final de 1970 seu aclamado "All Things Must Pass", disco triplo com as músicas rejeitadas por Paul e John. Vale lembrar que a canção homônima deste disco foi tocada pelo próprio Paul no show tributo realizado por Eric Clapton após a morte de George e, na ocasião, ele disse que demorou algumas década para perceber que os Beatles perderam verdadeiras pérolas quando colocavam as composições de Harrison em segundo plano.

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