Banda nova
Casuarina retoma sambas clássicos em projeto MTV Apresenta
O grupo está junto desde 2001 e traz toda a malandragem do ritmo
por Estela Cotes - 17 de setembro de 2009
Que atire a primeira pedra aquele que conseguir não mexer uma parte do corpo sequer ao ouvir um bom samba. Pois essa é uma excelente oportunidade para ouvir e dançar ao som de qualidade. Os cariocas da banda Casuarina trazem o melhor do som tipicamente brasileiro no CD e DVD saindo neste mês, Casuarina – MTV Apresenta. O show de lançamento oficial acontece no sábado (19), na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro e depois a banda viaja pelo Brasil.
Foi ali, inclusive, que o quinteto composto por Daniel Montes (violão 7 cordas), Gabriel Azevedo (percussão e voz), João Cavalcanti (percussão e voz), João Fernando (bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais) tocou durante três anos. Eles se conheceram no curso de extensão em música da Uni-Rio e fizeram seus primeiros ensaios na Rua Casuarina, na capital fluminense. Têm como influências todos os grandes nomes do samba como Cartola, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Zé Ketti, Arlido Cruz, Sombrinha, entre outros ritmos como rock e jazz. “Enfim, tudo!”, como explica Gabriel Azevedo.
A lista de convidados para este trabalho também é eclética: traz o roqueiro Frejat casando muito bem com o samba “Já fui uma brasa”, de Adoniran Barbosa, Moska em “Cabelos Brancos” (Herivelto Martins) e o grupo Moinho interpretando “Rosa Morena” (João Gilberto). As composições selecionadas, como você pode notar, são de primeira. Sem contar Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Baden Powell e Paulinho da Viola também lembrados aqui.
“Desde o começo o Casuarina se propôs a resgatar esse cancioneiro dos sambas maravilhosos e que andavam meio esquecidos. Nosso segundo disco (“Certidão”, pela Biscoito Fino), foi basicamente composto de um repertório autoral. Nesse novo trabalho, resolvemos mesclar o trabalho autoral com o trabalho de pesquisa” detalha. A escolha deste repertório inclui “Jornal da Morte” de Roberto Silva, “Príncipe do Samba” há 70 anos cantando letras cotidianas como essa em que ele diz que “só falta espremer o jornal pra sair sangue”.
O grupo, mesmo nos trabalhos autorais como em “Vaso Ruim”, retoma aquele samba malandro, de amores difíceis, que satiriza e retrata seu tempo. Os instrumentos básicos como o violão 7 cordas e o coral a la Demônios Garoa reforçam essa ideia. Como já fazia Adoniran Barbosa em sua “Saudosa Maloca”, Dicró na hilária “A Vaca da Minha Sogra”, em uma época que ser politicamente incorreto não era sinônimo de insucesso.
Foi ali, inclusive, que o quinteto composto por Daniel Montes (violão 7 cordas), Gabriel Azevedo (percussão e voz), João Cavalcanti (percussão e voz), João Fernando (bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais) tocou durante três anos. Eles se conheceram no curso de extensão em música da Uni-Rio e fizeram seus primeiros ensaios na Rua Casuarina, na capital fluminense. Têm como influências todos os grandes nomes do samba como Cartola, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Zé Ketti, Arlido Cruz, Sombrinha, entre outros ritmos como rock e jazz. “Enfim, tudo!”, como explica Gabriel Azevedo. A lista de convidados para este trabalho também é eclética: traz o roqueiro Frejat casando muito bem com o samba “Já fui uma brasa”, de Adoniran Barbosa, Moska em “Cabelos Brancos” (Herivelto Martins) e o grupo Moinho interpretando “Rosa Morena” (João Gilberto). As composições selecionadas, como você pode notar, são de primeira. Sem contar Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Baden Powell e Paulinho da Viola também lembrados aqui.
“Desde o começo o Casuarina se propôs a resgatar esse cancioneiro dos sambas maravilhosos e que andavam meio esquecidos. Nosso segundo disco (“Certidão”, pela Biscoito Fino), foi basicamente composto de um repertório autoral. Nesse novo trabalho, resolvemos mesclar o trabalho autoral com o trabalho de pesquisa” detalha. A escolha deste repertório inclui “Jornal da Morte” de Roberto Silva, “Príncipe do Samba” há 70 anos cantando letras cotidianas como essa em que ele diz que “só falta espremer o jornal pra sair sangue”.
O grupo, mesmo nos trabalhos autorais como em “Vaso Ruim”, retoma aquele samba malandro, de amores difíceis, que satiriza e retrata seu tempo. Os instrumentos básicos como o violão 7 cordas e o coral a la Demônios Garoa reforçam essa ideia. Como já fazia Adoniran Barbosa em sua “Saudosa Maloca”, Dicró na hilária “A Vaca da Minha Sogra”, em uma época que ser politicamente incorreto não era sinônimo de insucesso.
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Últimos comentários
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Alysson Bruno - 17/09/2009 às 15:14:20
@aalyssonbr
Samba da melhor qualidade. Com ótimas participações. Logo vou adquirir o meu dvd. @aalyssonbr
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