enriquece a alma
Seis razões para assistir à peça “Maria Stuart”
Estrelado por Julia Lemmertz e Lígia Cortez, espetáculo seguiu a tradução feita por Manuel Bandeira para o texto de Schiller
por Estela Cotes - 21 de setembro de 2009
Depois de passar pelas principais cidades do país, o espetáculo "Maria Stuart" estreou em São Paulo, no Sesc Consolação, no sábado (19). A temporada vai até 25 de outubro e, apesar das três horas de duração, listo aqui seis motivos (no mínimo) pelo qual vale a pena esquentar a poltrona. 1 – O texto original é do dramaturgo alemão Friedrich Schiller e traz o confronto entra as rainhas, primas e rivais, Elizabeth I, da Inglaterra, e Maria Stuart, da Escócia. A tradução foi feita pelo poeta Manuel Bandeira, seguida fielmente pela montagem.
2 – Schiller se apoia na trajetória das duas rainhas, uma protestante e outra católica, para criar uma história cercada por ambição, intolerância, divergências religiosas, ciúmes e inveja. Na peça, Stuart está presa há anos, depois de ser acusada de tramar a morte de sua prima Elizabeth e assassinar o próprio marido. A fidelidade de membros do reino é colocada à prova enquanto a rainha da Escócia é julgada. A trama gira em torno desta questão: o que Elizabeth fará com a inimiga?
3 - Nos papéis principais estão respectivamente Lígia Cortez e Julia Lemmertz. As duas alternam momentos de aflição e fragilidade, com altivez e a força de uma rainha. O teatro tem a vantagem de que, no palco, temos a chance de ver o ator por inteiro, dando o melhor de si, diferentemente da restrição da tela e do contexto nos quais são colocados para algum trabalho na TV.
4 – Todo o elenco é impecável nas interpretações. O texto é difícil, poético e em português arcaico. É na maneira de dizê-lo, no gestual e na colocação da voz que cada um o “desmistifica”, tornando os versos acessíveis e compreensíveis.
5 – Isso significa também um belo trabalho de direção de Antonio Gilberto, que toca o projeto desde 2005. A proposta é complementada por cenário simples e figurino contemporâneo de Marcelo Pies – seguindo a mesma linha futurista criada também por ele para "Hamlet", com Wagner Moura.
6 – A rivalidade feminina é atemporal, apenas toma diferentes proporções ao longo dos séculos. Apesar de se passar no auge do período monárquico europeu, o texto traz características humanas que atravessam o tempo. A partir da trama podemos refletir sobre a ganância e os limites do egoísmo do ser humano.
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Últimos comentários
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lourdes - 21/09/2009 às 15:18:30
Maria Stuart
Realmente são tres horas de espetaculo,muito bom, vale apenas assistir.
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