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“Se beber, não case” enlouquece clichês e é diversão garantida

por Luciana Borges - 4 de outubro de 2009

Alan, Phill e Stu encrencados com um bebê que nem sabem de onde veioSe você não quer terminar o final de semana assistindo a algum filme cabeçudo ou deixar a sala de cinema deprê por causa daquele melodrama de fazer suspirar, aqui vai uma boa alternativa: corra para ver “Se beber, não case”. A comédia do diretor Todd Phillips (o mesmo de “Dias Incríveis”, com Luke Wilson, Will Ferrell e Juliette Binoche), que estreou por aqui dia 21 de agosto, ainda é capaz de lotar salas de cinema repetindo quase o mesmo sucesso que fez nos Estados Unidos, onde estreou em junho passado e foi bem de bilheteria.

A trama começa com uma conhecida premissa: grupo de amigos decide fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas – também conhecida como “a cidade do pecado”. O noivo Doug, interpretado pelo carismático Justin Bartha (ele foi um dos amigos de Matthew McConaughey em “Armações do Amor”, com Sarah Jessica Parker), acaba sendo a grande vítima da noitada com os colegas. Phill (Bradley Cooper, irresistível), um professor do ginásio, Stu (Ed Helms), dentista que namora uma megera, e o maluco Alan (Zach Galifianakis) formam o grupo.

Os amigos chegam ao Caesars Palace para se hospedar e, de cara, Phill pede uma luxuosa suíte. Entram no quarto, se deparam com uma vista magnífica, trocam de roupa, descem para o cassino e... O resto é história. No dia seguinte, só se sabe que há um tigre de verdade preso no banheiro, um bebê guardado dentro do armário e que Stu perdeu um dente. Após acordarem da aventura muito louca, o trio descobre que Doug simplesmente desapareceu. Sem lembrar de coisa alguma sobre as últimas horas porque tomaram comprimidos de “Boa noite, Cinderela”, eles reconstituem os passos que deram pela cidade para achar o noivo antes da hora do casamento.

À primeira vista, a ideia não tão original do roteiro pode parecer que não há mais o que se extrair de uma história como essa. Mas Jon Lucas e Scott Moore, que assinam a trama, saem-se muito bem ao brincar com conhecidos clichês do mundo masculino. No cinema americano, despedidas de solteiro quase sempre envolvem muita bebedeira, strippers e casamentos acidentais em alguma capelinha kitsch de Las Vegas. Mas a presença de Mike Tyson, de um mafioso chinês efeminado e da prostituta de bom coração Jade, papel de Heather Graham, muda tudo, transformando o que poderia ser óbvio em pura tiração de sarro.

Além do acertado timing entre os atores e dos diálogos afiadíssimos, a trilha sonora é outra grande qualidade do filme. De hits batidos como “Candy Shop” até a canção “Thirteen” na voz gutural de Glen Danzig (fazendo um cover de Johnny Cash), cabe de tudo. A fotografia, que se aproveita das inúmeras luzes dos cassinos, também chama a atenção.

O mérito de “Se beber, não case” está em fazer piada do improvável e colocar até um pouquinho de suspense nisso tudo. Não vai mudar a sua maneira de ver o mundo, mas certamente te deixará mais leve para encarar a semana.

Clique abaixo e assista ao trailer do filme:

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