trilha sonora
Damien Rice e Johnny Cash fazem versões imperdíveis de sucessos da música
Confira uma lista com covers "matadores" e ouça as regravações
por Thais Kuzman - 11 de outubro de 2009
Domingo é aquele dia preguiçoso para relaxar, arrumar as gavetas e não pensar
em nada. A trilha sonora perfeita para um momento assim tem que ser gostosa e conhecida, mas não precisa ser previsível. E os artistas dão aquela ajuda, fazendo versões de hits com uma pegada totalmente diferente da original: Beyoncé com uma cara indie, Bob Marley com um jeitão country... a relação pode não ser muito original, mas o resultado é ótimo de ouvir.
Confira (e escute) alguns covers "matadores":
"Creep": Damien Rice, cantor irlandês bastante conhecido no Brasil por “Blower's Daughter” (aquela que ganhou uma versão de Ana Carolina e Seu Jorge), conseguiu uma proeza bem difícil. Pegou um clássico recente do rock, de uma banda idolatrada por muitos, e fez uma releitura tão emocionante quanto a original. Como é especialidade de Rice, ele encheu o sucesso do Radiohead de sentimento, em uma interpretação simples e acompanhado apenas de seu violão. Os fãs da trupe de Thom Yorke até podem tentar torcer o nariz, mas não há como negar que ele deu à letra um tom de desamparo encantador.
"Crazy in Love": a dançante música de Beyoncé ganhou uma versão gostosa e delicada na visão do quarteto britânico de indie Magic Numbers, que tirou os exageros da canção original: apostou em um violão cool, uma levada bem mais tranquila e extraiu o melhor de seus vocalistas. O cover se tornou uma espécie de marca registrada da banda. Quem conferiu a passagem do grupo pelo Brasil, em 2007, ouviu ao vivo a interpretação poderosa do sucesso.
"Redemption song": o cover já é um patrimônio mundial, mas é impossível deixar de fora a versão de Johnny Cash e Joe Strummer (vocalista do The Clash) para a canção de Bob Marley. A dupla deu um novo sentido para “Redemption Song”
em uma combinação arrepiante de vozes únicas que misturaram a medida perfeita do rock e do country na interpretação. A regravação pode ser ouvida em “Unearthed”, um box com cinco discos que traz o melhor da carreira de Cash, lançado em 2006, três anos depois da morte do “homem de negro”.
"Sweet Dreams": Marilyn Mason mostrou seu lado mais pop (mas nem por isso menos sombrio) ao cantar o hit do Eurythmics no álbum “Smells like Children” (1995). A música perde seu caráter dançante e ganha um tom praticamente assustador ao transformar os “doces sonhos” do título em um pesadelo cheio de guitarras. Isso, entretanto, não é uma crítica: apesar de desconstruir praticamente por completo a versão original, poucas vezes um cover combinou tanto com seu intérprete.
“You Ougtha Know”: Quem nunca saiu mal de um relacionamento e quis cantar a música mais raivosa de Alanis Morissette a plenos pulmões? Britney Spears, que não tem a vida amorosa mais feliz do show bizz, matou a vontade em sua nova turnê, “Circus”, e surpreendeu os fãs. A versão usa praticamente a mesmo arranjo da original e o vocal não tem nem de longe a mesma força do da cantora canadense. Apesar disso, o cover entrou para a lista pela curiosidade. Afinal, não é todo dia que a princesinha do pop se aventura pelo rock e, pasmem: sem ajuda de playback.
Na relação também poderiam estar outras releituras ótimas como “I Will Survive” na versão Cake, “What a Wonderful World” com Joey Ramone e “Fever” cantada por Madonna. Mas nada impede que elas estejam em sua seleção musical. E para você, quais os covers imperdíveis?
em nada. A trilha sonora perfeita para um momento assim tem que ser gostosa e conhecida, mas não precisa ser previsível. E os artistas dão aquela ajuda, fazendo versões de hits com uma pegada totalmente diferente da original: Beyoncé com uma cara indie, Bob Marley com um jeitão country... a relação pode não ser muito original, mas o resultado é ótimo de ouvir.Confira (e escute) alguns covers "matadores":
"Creep": Damien Rice, cantor irlandês bastante conhecido no Brasil por “Blower's Daughter” (aquela que ganhou uma versão de Ana Carolina e Seu Jorge), conseguiu uma proeza bem difícil. Pegou um clássico recente do rock, de uma banda idolatrada por muitos, e fez uma releitura tão emocionante quanto a original. Como é especialidade de Rice, ele encheu o sucesso do Radiohead de sentimento, em uma interpretação simples e acompanhado apenas de seu violão. Os fãs da trupe de Thom Yorke até podem tentar torcer o nariz, mas não há como negar que ele deu à letra um tom de desamparo encantador.
"Crazy in Love": a dançante música de Beyoncé ganhou uma versão gostosa e delicada na visão do quarteto britânico de indie Magic Numbers, que tirou os exageros da canção original: apostou em um violão cool, uma levada bem mais tranquila e extraiu o melhor de seus vocalistas. O cover se tornou uma espécie de marca registrada da banda. Quem conferiu a passagem do grupo pelo Brasil, em 2007, ouviu ao vivo a interpretação poderosa do sucesso.
"Redemption song": o cover já é um patrimônio mundial, mas é impossível deixar de fora a versão de Johnny Cash e Joe Strummer (vocalista do The Clash) para a canção de Bob Marley. A dupla deu um novo sentido para “Redemption Song”
em uma combinação arrepiante de vozes únicas que misturaram a medida perfeita do rock e do country na interpretação. A regravação pode ser ouvida em “Unearthed”, um box com cinco discos que traz o melhor da carreira de Cash, lançado em 2006, três anos depois da morte do “homem de negro”."Sweet Dreams": Marilyn Mason mostrou seu lado mais pop (mas nem por isso menos sombrio) ao cantar o hit do Eurythmics no álbum “Smells like Children” (1995). A música perde seu caráter dançante e ganha um tom praticamente assustador ao transformar os “doces sonhos” do título em um pesadelo cheio de guitarras. Isso, entretanto, não é uma crítica: apesar de desconstruir praticamente por completo a versão original, poucas vezes um cover combinou tanto com seu intérprete.
“You Ougtha Know”: Quem nunca saiu mal de um relacionamento e quis cantar a música mais raivosa de Alanis Morissette a plenos pulmões? Britney Spears, que não tem a vida amorosa mais feliz do show bizz, matou a vontade em sua nova turnê, “Circus”, e surpreendeu os fãs. A versão usa praticamente a mesmo arranjo da original e o vocal não tem nem de longe a mesma força do da cantora canadense. Apesar disso, o cover entrou para a lista pela curiosidade. Afinal, não é todo dia que a princesinha do pop se aventura pelo rock e, pasmem: sem ajuda de playback.Na relação também poderiam estar outras releituras ótimas como “I Will Survive” na versão Cake, “What a Wonderful World” com Joey Ramone e “Fever” cantada por Madonna. Mas nada impede que elas estejam em sua seleção musical. E para você, quais os covers imperdíveis?
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Últimos comentários
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Debora - 13/10/2009 às 15:28:16
Covers
Puxa, acho que vc citou todas imperdíveis... Creep é mesmo de arrepiar!! E Ramones é clássico demais!
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Ana Zoby - 11/10/2009 às 15:37:02
4
Um mais recente e não tão famoso é a versão de Ayo Technology (aquela do Justin e Timbaland) por Milow, este também não tão famoso por essas bandas. A balada agitada ganhou uma pegada acústica muito boa de ser ouvida. Use Somebody (Kings of Leon) por Paramore, esse já mais famoso, também entra nessa lista. Recomendo também a versão de Sam Sparro para American Boy. E, por último, as mais variadas versões do hit Umbrella.
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