talento jovem
Maria Gadú é uma das melhores revelações musicais do ano
por Malu Porto - 4 de novembro de 2009
Conhecida nacionalmente pela canção "Shimbalaiê", que embala a trama da personagem Sandra (Aparecida Petrowik) na novela "Viver a Vida" da Rede Globo, a paulistana criada no Rio de Janeiro, Maria Gadú, é uma das melhores revelações musicais do ano. A cantora, compositora e violonista de 22 anos lançou seu primeiro disco há poucos meses, pelo selo SLAP, da gigante Som Livre, mas é uma velha conhecida da vida noturna dos barzinhos de São Paulo, onde tocava desde a adolescência. Precoce e autodidata, Gadú já dedilhava o violão aos oito anos e, desde então, não parou mais.
Por influência de sua avó, escutava música clássica quando criança, mas tem como principais referências figuras importantes da música brasileira como Adoniran Barbosa, Marisa Monte, Chico Buarque, Beto Guedes, Lô Borges e Milton Nascimento.
Com produção de Rodrigo Vidal, o álbum que leva seu nome traz em sua maioria canções autorais (nove dentre 14) que impressionam pela qualidade e maturidade, tanto musical quanto de letrista. Com pitadas de cancioneiro nordestino, blues, samba e folclore, o CD é uma brisa sincera e bela de talento genuíno, protagonizado por sua cativante, segura e rouca voz.
Maria Gadú conta em entrevista disponível em seu MySpace, que o ato de compor é totalmente espontâneo e aleatório e, por essa razão, a autoria é a característica mais presente de seu primeiro trabalho oficial.
O grande destaque é mesmo a emocionante "Shimbalaiê" - composta por Gadú aos dez anos de idade e resgatada à revelia por Vidal. As encantadoras "Altar Particular", "Bela Flor", "Tudo Diferente" e "Dona Cila" - esta última feita em homenagem à sua avó - criam um interessante mosaico com as funkeadas "Laranja" e "Lounge".
Na ala das regravações, a escorregada fica por conta de "Baba" de Kelly Key - um momento meio "Além da Imaginação" dentro de um repertório tão consistente e amarrado -, a versão bolero do clássico da dor de cotovelo "Ne Me Quitte Pas", de Jacques Brel, não ameniza a trivialidade da escolha; no entanto, já a ótima versão suingada de "A História de Lilly Braun", de Chico Buarque e Edu Lobo, apaga qualquer equívoco.
Palavras-chave:
Últimos comentários
-
Emerson Machado - 04/11/2009 às 13:27:09
Gadu ahasou...
complicado e,super difícil falar de uma faixa do CD da Maria Gadu,tanto a re-gravação de 'Baba' qto o ineditismo de 'Dona Cila' se convergem,isso pra não falar de outras tb,mas,que é super gostoso ficar cantarolando 'Lounge' e,se deixar levar pelos versos de 'Laranja,isso é verdade... Mto,mto,mto bom...Parabéns,Gadu!
-
Néia - 04/11/2009 às 13:18:25
linda voz
Uma das melhores vozes que já ouvi. uma doçura cativante e um talento que não cabe. Parabens Maria Gadú!
Leia também
Ressaltamos que nenhum estabelecimento foi incluido neste guia por ter feito publicidade em qualquer publicação nossa e que nenhum tipo de pagamento influenciou as resenhas. As opiniôes publicadas neste site são dos escritores do Colherada Cultural e são totalmente independentes









