pin up
Dita Von Teese: estilo pin-up resgata a superfeminilidade
por Luty Vasconcelos - 6 de novembro de 2009
Semana passada, a pin-up mais famosa do século 21, Dita Von Teese, se apresentou em São Paulo. A aura retrô, entretanto, não ficou restrita apenas ao palco: na festa só para convidados era possível perceber uma aglomeração de mulheres em seus corsets, usando topetes ou franjas e batom vermelho.
Dita vai além de ser apenas uma referência. Desde que a moça apareceu seminua na edição americana da revista “Playboy”, em 2002, a sensualidade das mulheres as quais ela inspira começou a aparecer nas ruas e nas lojas. O estilo "ops! minha saia levantou com o vento" resgata a superfeminilidade deixada de lado no final da década de 90. Com o aval de sua imagem, elas voltaram a abusar do delineador nos olhos, da lingerie aparente, do corselet, das meias trans, luvas, lenços, blusas e vestidos tomara-que-caia, num revival estético dos anos 40.
As mulheres que aderiram ao movimento das “pin-ups pós-modernas” têm algumas características de "bad girls". Na maioria das vezes tatuadas e usando piercings, elas têm um ar de ingênua agressividade – uma das representantes do new style é a cantora Amy Winehouse, por exemplo.
Para o estilista Fause Haten, essa estética fashion sempre fez parte do imaginário sensual. "Eu acho que esse estilo é uma coisa permanente. A corsetaria é muito feminina, as mulheres adoram. Faz parte do desejo, tanto delas quanto dos homens".
Os corsets são peças que modelam o corpo, desenhando as curvas e inspirando a imaginação de quem veste e quem vê. Artigo muito usado por fetichistas pela extrema sensualidade, acabou virando um código da devoção às práticas sexuais diferentes do comum.
Apesar disso, a Madame Sher, a mestra da corsetaria no Brasil, acredita que a coisa já mudou de figura. "Não dá para dizer que o corset está restrito aos fetichistas. A busca pela peça vem de mulheres de vários meios. O fetiche está em ter e usar a peça e, nesse caso, posso dizer que todas as minhas clientes tem esse fetiche”. Sher, que presenteou Dita Von Teese com um modelo criado por ela, explica a diferença entre o corset e o corselet. "O corselet é uma peça de adorno, não tendo amarração e estrutura para modelar o corpo como o corset."
NA PASSARELA
Biquínis com cintura marcada, turbantes e tomara-que-caia deram o ar da graça nas passarelas da Semana de Moda de Nova York, em outubro passado, durante a exibição da primeira coleção assinada por Alexandre Herchcovitch para a grife de moda praia Rosa Chá, em um claro revival dessa onda pin-up de ser.
E para quem curte o estilinho, o site “Garota pin-up” é um espaço onde as pessoas podem postar ensaios fotográficos temáticos. Das que preferem as clássicas produções antiguinhas, até as mais descoladas, elas assumem o próprio corpo e mostram-se sensuais. Na contramão da estética da magreza das modelos de passarela e dos editoriais de moda, as pin-ups sempre foram mulheres voluptuosas e curvilíneas que capricham nas ligas e nos laços.
Para mim, o resgate do glamour retrô para a mulher é uma vitória. E para você?
Últimos comentários
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Raphaela - 06/11/2009 às 09:01:06
Viva a feminilidade!
Luty, acho que esse resgate das pin ups surge como um equilíbrio que a mulher havia perdido com sua postura agressiva ao buscar a igualdade com o homem. Depois de tantas conquistas, como a escolha de poder ter filhos ou não e sua inserção no mercado de trabalho a mulher, só agora, tem a chance de manter sua posição e ao mesmo tempo garantir a femilidade. Ainda bem que caminhamos para uma trilha em que a mulher quer ser mulher e não ser homem!









