camaleão
A sedução de Ney Matogrosso permanece em Beijo Bandido
Cantor faz show sábado (14) e domingo (15), em São Paulo, no Teatro Bradesco
por Estela Cotes - 14 de novembro de 2009
Quem já viu Ney Matogrosso no palco vai entender logo o que quero dizer. O cantor que "causou" na época de Secos & Molhados, cantava no programa do Chacrinha quase sem roupa, todo maquiado, dando uma nova possibilidade a comportada MPB, deixa qualquer um de boca aberta durante seus shows. Sábado (14) e domingo (15) ele estará mais uma vez em São Paulo, no Teatro Bradesco, agora para apresentar seu novo CD, "Beijo Bandido" (EMI), o segundo lançamento em menos de um ano.Depois de uma turnê de dois anos de grande sucesso com o "Inclassificáveis" -- que mantinha esse lado camaleônico de Ney, que nos altos dos seus 67 anos apresentava uma sensualidade no palco de dar inveja; com direito a cenas de strip-tease e fantasias adornadas, bem justas ao corpo -- o cantor volta mais boêmio.
A roupa agora é mais simples, apenas terno e gravata, num estilo despojado, claro. Em "Beijo Bandido", Ney interpreta algumas canções que já fizeram parte de seu repertório como "Tango para Teresa" (sucesso de Ângela Maria nos anos 70, gravada por ele em 1994 no CD "Estava Escrito") e "Veleiros" (Villa-Lobos e Dora Vasconcellos) do álbum "O Cair da Tarde" (1997).
"Inclassificáveis" mostrou uma versão mais pop do cantor, com uma levada mais rock e letras de compositores contemporâneos que tratavam basicamente da passagem do tempo, refletindo sobre sua posição de vitalidade perante a velhice. Já "Beijo Bandido" traz um Ney mais romântico, variando do tango ao samba-canção, com a latinidade que sempre o acompanhou.
O poder de sua interpretação vai tão além do que já estamos acostumados que é surpreendente ouvir a sua versão para "Fascinação", imortalizada na voz de Elis Regina. Mesmo retomando regravações (Vinícius de Moraes, Jacob do Bandolim, entre outras), sua relação com produções mais novas continua com a parceria com Vitor Ramil em "Invento" (de onde veio o nome do CD) e "Nada por mim", do Kid Abelha, por exemplo. Além de incluir "Mulher Sem Razão", de Cazuza, também relembrado com fervor em "Inclassificáveis". Ney consegue imprimir sua personalidade a qualquer música que se propõe a interpretar. Produz o que quer, seja com álbuns mais ou menos pop, românticos, ou recatados... Ele canta e a gente tem o privilégio de contemplar.
Últimos comentários
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João - 14/11/2009 às 16:03:45
"Deslumbrante" estreia...
Desculpem, corrigindo o título do meu comentário: Deslumbrante é a palavra... Erro de digitação rrsssss...
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João - 14/11/2009 às 16:00:30
Deslumbante estreia
A estreia no Teatro Bradesco, ontem, foi linda, emocionante. Interpretações impecáveis de Ney e arranjos inspiradíssimos. Os músicos são excelentes. A iluminação é belíssima, como sempre uma marca registrada de Ney.
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