leitura polêmica
“Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” contesta fatos e personalidades do nosso país
Lançamento apresenta fortes argumentos contra o que aprendemos na escola
por Estela Cotes - 22 de novembro de 2009
Santos Dumont não inventou o avião. A origem da feijoada é europeia. Aleijadinho é um personagem literário. Zumbi tinha escravos. Essas são algumas máximas defendidas pelo jornalista Leandro Narloch em seu livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Ed. Leya, 319 páginas).LEIA MAIS: Leandro Narloch vai falar sobre Che Guevara em próximo livro; veja a entrevista
A pesquisa do autor, de 31 anos que já foi repórter da revista "Veja" e editor da "Aventuras na História" e da "Superinteressante", pretende desvendar algumas máximas históricas que aprendemos desde o primário com os livros didáticos.
A primeira hipótese levantada por Narloch é que os índios já se matavam em guerras travadas internamente muito antes dos portugueses chegarem aqui. Os tupi-guaranis, por exemplo, lutavam com outras tribos para expandir seu território de norte a sul do Brasil. Além disso, os indígenas usavam a guerra como sinônimo de poder. Os homens que venciam as batalhas ganhavam respeito e recebiam direito de casar. Os portugueses, em princípio, precisavam dos índios como aliados para desbravar e conseguir comida dentro da mata fechada. Narloch salienta ainda que ao desembarcar das caravelas, os europeus estariam fragilizados, desnutridos e muito doentes para conseguir enfrentar milhões dos que já estavam por aqui.
Em nove capítulos, além de argumentar sobre os reais motivos que levaram Brasil e Inglaterra a travar guerra com o Paraguai, o jornalista dá cinco razões que para ele comprovam que Santos Dumont não inventou nem o relógio de pulso, nem o avião. Ele fica com a versão de que os Irmãos Wright é que na verdade conseguiram fazer um objeto mais pesado que o ar voar. O 14 Bis não teria propriamente voado, mas dava “pulinhos”. Em 1903, muito antes do primeiro voo registrado pro Dumont em 1906 no Campo de Bagatelle, os norte-americanos já atiravam protótipos em uma espécie de estilingue e existem registros das primeiras experiências ao ar livre.
Na obra Leandro Narloch apresenta suas versões com embasamento e argumentos fortes. “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos [os tipos ‘militantes’, esforçados em traçar uma história forçada], e sim uma provocação”, escreve na introdução. Logo no início da obra inclusive o autor coloca um formulário que narra “A história do país X”, os fatos enumerados são comuns ao desenvolvimento de diversas nações e Narloch pede ao leitor que preencha as lacunas com os nomes que julgar melhor. Depois de anos e de gerações estudando a mesma versão de fatos históricos não é tão simples digerir uma contestação tão veemente. Com certeza deixa-nos com uma pulga atrás da orelha.
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Últimos comentários
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Carlos - 17/01/2011 às 08:07:13
ë um livro de piada?
So faltava uma versão.....dos colonizadores...kkkkkk...pra..mudar a historia da matança dos indios...e dos Americanos...pra desmoralizar Santos Dumont.....conta outra e muito engraçado.....kkkkkk
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Paulo Camurugi - 17/01/2011 às 09:50:31
É para rir?
Pois é meu caro, os irmãos Wright ATIRAVAM aviões, eles não decolavam por força própria, mas como bom colonizado que você é, tem que acreditar na EStória dos estadunidenses não é? Para seu conhecimento, os "pulinhos" do 14-bis também foram testemunhados pelos franceses e está muito bem documentado. Lamentável...
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