do mundo
Lucas Santtana tem som tipicamente brasileiro globalizado
por Caru Ares - 28 de janeiro de 2010
Essa colherada é para quem estiver em Sampa neste final de semana. No sábado (30), o cantor baiano Lucas Santtana toca no Studio SP e traz aos paulistanos sua mistura psicodélica pós-tropicália. Ele mistura sons tipicamente brasileiros, como o samba, batuque e cavaquinho, mas ao mesmo tempo consegue dar uma globalidade à música com dubs de reggae e funk -- tudo isso de uma forma conceitual, sem ficar chato ou pedante.
O mix do eletrônico com berimbau e cavaquinho de forma alguma soa forçado e não parece se mostrar fora de sintonia, que é o que acontece muitas vezes ao misturar algo tão enraizado com o lado mais moderno da música.
Em seu quarto álbum “Sem Nostalgia” – lançado recentemente –, Lucas ainda faz bastantes experimentações, desta vez, se atendo mais a voz, violão e uma pegada eletrônica. Esse último disco é bem diferente de seus três últimos trabalhos. A impressão que dá é de que a cada nova empreitada o cantor se reinventa, ou melhor, se redescobre em uma nova vertente musical.
De maneira alguma isso soa como falta de personalidade em suas canções, pelo contrário: Santtana parece se firmar a cada novo trabalho, mas por caminhos diferentes, menos óbvios. Destaque para as faixas “Tijolo a Tijolo”, “Who Can Say Which Way” e “Cira, Regina, Nana”.
Lucas mostra a vantagem que essa nova geração – de 10 anos pra cá – teve de não se ver presa a uma grande gravadora ou aos grandes meios consumidores, que é a liberdade quase que absoluta na hora de criar um novo trabalho. E só quem ganha com isso é a música brasileira.
Studio SP - Rua Augusta, 591, Centro (11)3129-7040. A partir das 23 hrs.
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