dica de DVD
"Tá Rindo do Quê?" mostra os bastidores do stand up em comédia dramática
por Thais Kuzman - 7 de fevereiro de 2010
Não há melhor maneira de dar uma chance aos filmes que não se saíram bem no cinema do que lançá-los em DVD, pois tudo o que parece cansativo na sala de projeção é mais confortável em casa, onde a pipoca nunca acaba e a pausa para dar uma descansada é mais do que permitida. “Tá Rindo do Quê?”, que foi mal nas bilheterias americanas e veio direto para as locadoras brasileiras, é o exemplo perfeito do longa que funciona melhor na TV.Dirigido por Jude Apatow (“O Virgem de 40 Anos” e “Ligeiramente Grávidos”), o filme conta a história de George, um famoso comediante (Adam Sandler) que, apesar do sucesso e da gorda conta bancária, não tem um verdadeiro amigo. Em um exame de rotina, ele recebe a notícia de que está com uma doença terminal, decide encontrar um sucessor para seu legado de riso e escolhe Ira (Seth Rogen), que está em ascensão na carreira, para transformar em seu assistente. Com a ajuda do novo amigo, George vai atrás de um amor do passado (Leslie Mann), que se casou com um bonitão australiano (Eric Bana), e tenta retomar o tempo perdido entre eles.
O drama central – que por vezes cede espaço para cenas engraçadas – fica mais leve com as participações especiais de diversas estrelas do stand up americano como Paul Raiser (do antigo seriado “Mad About You”), Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”) e Sarah Silverman (“The Sarah Silverman Program”). Os coadjuvantes Jonah Hill e Jason Schwartzman, que vivem os amigos de Ira, completam o quadro, brilham com boas piadas e chegam a ofuscar os protagonistas em alguns momentos.“Tá Rindo do Quê?”, ao contrário de outros trabalhos de Jude Apatow, usa de maior sutileza para contar sua história (pois é: nada de depilação masculina, pessoas drogadas em situações inusitadas ou diálogos nonsense para gargalhar) e tenta aproximar a figura do comediante das “pessoas normais”. Esse é o maior mérito e ao mesmo tempo o grande problema da comédia dramática, que do meio para o fim fica arrastada (e enrolada) demais e faz o espectador se perguntar o motivo das mais de duas horas de duração da trama. Apesar de irregular, entretanto, o conjunto ainda cativa e faz pensar sobre a questão do riso, da proximidade de morte e, principalmente, das escolhas de vida.
Últimos comentários
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Penelope - 26/02/2010 às 15:36:36
Adoro o Adna Sandler, mas...
Esse filme em particular não me agradou, não consegui rir, nem me entreter com o enredo... Não Gostei!
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