andiamo tricotare
Missoni: a grife mais chique de tricô do mundo desfila pela primeira vez no Brasil
por Luty Vasconcelos - 18 de março de 2010
Sabe aquele tricô superfino em formas geométricas? Tipo ziguezague de cores? A grife italiana que responde pelo trabalho, a Missoni, faz nesta quinta-feira (18) seu primeiro desfile no Brasil. O evento acontecerá no Teatro Nacional, em Brasília, onde a empresa abrirá a segunda loja no país (esperada para abril) – a primeira foi inaugurada em outubro de 2009, no shopping Iguatemi, em São Paulo. E quem está no Brasil para representar a marca é o filho do fundador Ottávio Missoni, Vittorio Missoni, hoje diretor de marketing da empresa, acompanhado de seu filho, Ottavio Missoni Jr., um dos responsáveis pela parte de produção da grife.
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A Missoni nasceu em 1953, na cidade italiana de Varesi, como um pequeno comércio de tricôs comandado por Rosita e Ottavio Missoni. Hoje é considerada a referência do produto por causa da diversidade de cores tramadas em tricô fino, geralmente em listras não necessariamente retas, não-lineares sem deixar de serem harmoniosas e superdelicadas.
Com 57 anos de existência, a marca mantém o negócio em família com Vittorio Missoni na direção de marketing, Ângela Missoni e Luca Missoni trabalhando, respectivamente, nas coleções feminina e masculina em parceria com uma de suas maiores expoentes, Margherita Missoni, uma das principais referências de estilo atual, estampando paginas de revistas no mundo todo. Além de Ottávio que responde pela produção.
NA PASSARELAModelos desfilarão hoje os looks de varejo apresentados em setembro de 2009 em Milão, na temporada primavera-verão 2010. As peças são femininas, feitas com a conhecida e delicada arte de malharia que fez o nome da grife com seus famosos ziguezagues. Sobreposições, amarrações e comprimentos irregulares desenham a silhueta da mulher Missoni em tons de bege, mostarda, cinza, azul, verde e rosa.
Apesar da coleção não ser a mais atual, a grife colocará em circulação o que poderá ser vendável, levando em consideração o clima, a durabilidade do seu design e o preço. Como os produtos mesmo lá fora já não são dos mais baratos, o grupo reorganizou as metas de margem para o público brasileiro. Assim como fez a Gucci, eles também estão trabalhando com uma margem de 30% acima do mercado americano, para que se tornem viáveis as vendas no país. Afinal, os clãs italianos são fortes no design de moda e nos negócios.
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