o barato do hambúrguer

John e Paul decepciona tanto no lugar quanto no cheese-salada

por Luty Vasconcelos - 6 de junho de 2010
O O slogan da hamburgueria diz “All you need is Burger”, e naquela noite de domingo era exatamente tudo de que eu precisava. Na John e Paul, que fica na Vila Madalena, tudo remete à carreira dos Beatles, atraindo quem passa na esquina da rua Mourato Coelho com a Wizard.

Entrei observando os diversos quadros com fotos e pôsteres do “Fab Four” que decoram o ambiente simples e limpo da lanchonete. O garçom me acomodou diante de um telão em que são exibidos clipes, shows e documentários da banda. A música ambiente obviamente acompanha a temática.

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Esquina atraente da hamburgueria beatlemaníaca paulistanaCom um cardápio clássico, sem muita novidade, a casa oferece sanduíches, omeletes, saladas e grelhados no prato, além de porções de tira-gosto. É até divertido escolher entre um Special John e Paul, o hamburgão de 300g, ou um Help, o hambúrguer de soja da casa. Acabei ficando com o Penny Lane, feito com 180g de carne. Ainda é possível escolher entre o pão tradicional e o francês redondo. Como em outras lanchonetes de São Paulo, a casa deixa ao gosto do freguês o tipo de queijo, o acompanhamento e tudo mais que “customize” o lanche. O maior diferencial está na variedade de cervejas com rótulos premium estrangeiros, entre eles Abbot Ale e Old Speckled Hen (da Inglaterra) e Erdinger (da Alemanha) – nas versões tradicional, dunkel e pikantus –, além de cervejas irlandesas, holandesas e tchecas.

Penny Lane: Melhor na aparência que no saborPara não fugir do parâmetro de comparação do especial “O Barato do Hambúrguer”, montei um cheese-salada com as indicações do simpático garçom, que incluíam uma porção Twist and Shout – as batatas fritas com um corte em espiral feitas na lanchonete. Talvez por não ter mais de duas mesas ocupadas além da minha, meu pedido bateu o tempo recorde de dez minutos para tudo que escolhi. As especiais batatinhas da casa chegaram à mesa muito moles e oleosas e nem o formato curioso me fez querer prová-las. Enquanto eu ainda tentava salvar a porção secando as fritas com um guardanapo, o sanduíche aterrissou na minha frente ao som de “Help”, e com ele a sensação de que eu poderia ter optado pelo vegetariano sem as tais batatas, apesar do bom aspecto.

Encarei meu lanche na esperança de que estivesse tão bom quanto a sua aparência, mas ele não foi coerente. Pão frio, sem passar na chapa, uma folha de alface comum, uma rodela generosa de tomate, queijo prato derretido e um hambúrguer acompanhado de duas batatas “noisette”. Tudo regular, não fosse a carne estar sem tempero, apesar do ponto certo. E a maionese? Deve ter ficado em “Nowhere Land”, porque no meu sanduíche não estava.

Na hora de pagar, somei todos os valores (pão + carne = R$ 15, queijo prato = R$ 3, salada = R$ 3) e percebi que aquele sanduíche custava cerca de R$ 21, e a batata “Twist and Tchau”, R$ 14. Ou seja, custo salgado para o resultado do prato. Será que paguei também os royalties pelo nome “The Beatles” ao pedir meu sanduíche?

As notas:

Ambiente: 0,3

Apresentação: 0,5

Atendimento: 1

Complementos: 0,3

Variedade do cardápio: 0,5

Queijo: 1

Salada: 0,3

Maionese: 0

Carne: 0,6

Preço: 0,3

Total: 5,0

Conclusão: A ideia da temática obviamente vende bem, mas não é nada original e muito menos segura o lugar, que deixou a desejar em quase tudo. A sensação que ficou foi de que o dono foi a Liverpool, adquiriu todos aqueles quadros e resolveu abrir uma lanchonete qualquer para expor os “souvenirs” nada autênticos achando que estava tendo a sacada do século. Tanto no lanche quanto no ambiente, John e Paul, pela primeira vez, “let me down”. 

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