#copa2010
O mercado literário ataca na Copa do Mundo
por Estela Cotes - 20 de junho de 2010
Não é só com quinquilharias, camisetas personalizadas e vuvuzelas que os negócios lucram a rodo durante a Copa do Mundo. As editoras de livros também aproveitam a euforia e a paixão do brasileiro por futebol para lançar novos títulos sobre o tema, afinal o fenômeno que consegue parar um país inteiro por 90 minutos só acontece a cada quatro anos. Veja a lista com alguns exemplos do que está no mercado.
UM CRAQUE E UMA COLETÂNEA
No ano em que o melhor jogador brasileiro de todos os tempos completa 70 anos, a Cosac Naify lançou “Pelé – Minha Vida em Imagens” (150 páginas, R$ 140), o primeiro livro de memórias do “atleta do século”. As histórias são narradas em primeira pessoa e Edson Arantes do Nascimento relembra sua trajetória desde os tempos em que viveu em Três Corações, em Minas Gerais. Para os mais aficionados, a edição traz 190 ilustrações, sendo algumas fotos raras e itens de colecionador como a réplica da carteirinha da Liga Bauruense de Esporte (o primeiro clube), de ingressos e adesivos.
LEIA MAIS: Moda e futebol: a apropriação de jogadores por marcas fashion bomba na Copa do Mundo
Durante o mês da Copa, a editora traz uma coletânea com depoimentos de 12 grandes nomes do futebol brasileiro em “Recados da Bola” (R$ 99), com apresentação de Luis Fernando Veríssimo. Os depoimentos, colhidos por Jorge Vasconcellos e Claudiney Ferreira, tiveram como ponto de partida as derrotas da nossa seleção nas Copas de 1950 e 1982. As conversas com Zizinho, Djalma Santos, Domingos da Guia, Zito, Sócrates, entre outros, revelam, por exemplo, os bastidores da final contra o Uruguai em 1950.
OS MELHORES DO MUNDO

Ainda no começo deste ano, o jornalista e comentarista Mauro Beting e o narrador e apresentador Milton Leite lançaram, respectivamente, pela Editora Contexto “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos” (240 páginas, R$ 33) e “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos” (224 páginas, R$ 33). Beting narra a história e comenta os times da Inglaterra de 1966, da Alemanha de 72, da Itália de 82, da Argentina de 86 e da França de 98, todas campeãs do mundo no ano correspondente, e das equipes da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974, que não foram campeãs, mas que na sua visão conseguiram mudar o panorama do futebol mundial com um plano tático totalmente revolucionário.
Milton Leite escolheu as seis seleções brasileiras de futebol mais representativas em Copas do Mundo, entre as que levaram os mundiais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, além da “fantástica” equipe de 1982.
PARA OS CURIOSOS
A segunda paixão do consultor de carreiras Max Gehringer é o futebol. O interesse herdado do pai rendeu o “Almanaque dos Mundiais” (Ed. Globo, 440 páginas, R$ 54,90), livro no qual ele traça com detalhes as histórias de cada Copa do Mundo, começando pelo primeiro Campeonato Mundial de Futebol, em 1930. Sua pesquisa conta fatos curiosos como quando em 2002 o jogador do Japão, Tsuneyazu Miyamoto, entrou em campo usando uma máscara para “assustar” os adversários.
LEIA MAIS: Mr. Fork especial - a história do menino que só envelhece de 4 em 4 anos
NÃO-LANÇAMENTOS
Esses estão nas prateleiras há algum tempo, mas valem pelo peso de seus escritores. “Quando é Dia de Futebol” (Ed. Record, 276 páginas, R$ 34,90) é uma coletânea de textos de Carlos Drummond de Andrade sobre o esporte. “Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma”, diz o escritor na poesia que dá título ao livro. O vascaino certa vez homenageou Pelé dizendo que “o difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.
O escritor inglês Nick Hornby também registrou em palavras seu amor pelo futebol. Em “Febre de Bola” (Ed. Rocco, 248 páginas, R$ 34,50) o autor faz um relato autobiográfico de acordo com várias partidas do Arsenal, o time de coração. Hornby aborda a relação torcedor-time, o fanatismo e chega a achar que a sorte da sua vida variava conforme as campanhas do clube.
Opções nas livrarias não faltam para quem tem fome de bola e sede de leitura!
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**Acompanhe a nossa seleção de textos sobre Copa e cultura. Mesmo sem saber de cor quem são os 11 jogadores da Eslovênia, vamos meter a colher nesse esporte que é uma verdadeira “caixinha de surpresas”.
UM CRAQUE E UMA COLETÂNEANo ano em que o melhor jogador brasileiro de todos os tempos completa 70 anos, a Cosac Naify lançou “Pelé – Minha Vida em Imagens” (150 páginas, R$ 140), o primeiro livro de memórias do “atleta do século”. As histórias são narradas em primeira pessoa e Edson Arantes do Nascimento relembra sua trajetória desde os tempos em que viveu em Três Corações, em Minas Gerais. Para os mais aficionados, a edição traz 190 ilustrações, sendo algumas fotos raras e itens de colecionador como a réplica da carteirinha da Liga Bauruense de Esporte (o primeiro clube), de ingressos e adesivos.
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Durante o mês da Copa, a editora traz uma coletânea com depoimentos de 12 grandes nomes do futebol brasileiro em “Recados da Bola” (R$ 99), com apresentação de Luis Fernando Veríssimo. Os depoimentos, colhidos por Jorge Vasconcellos e Claudiney Ferreira, tiveram como ponto de partida as derrotas da nossa seleção nas Copas de 1950 e 1982. As conversas com Zizinho, Djalma Santos, Domingos da Guia, Zito, Sócrates, entre outros, revelam, por exemplo, os bastidores da final contra o Uruguai em 1950.
OS MELHORES DO MUNDO

Ainda no começo deste ano, o jornalista e comentarista Mauro Beting e o narrador e apresentador Milton Leite lançaram, respectivamente, pela Editora Contexto “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos” (240 páginas, R$ 33) e “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos” (224 páginas, R$ 33). Beting narra a história e comenta os times da Inglaterra de 1966, da Alemanha de 72, da Itália de 82, da Argentina de 86 e da França de 98, todas campeãs do mundo no ano correspondente, e das equipes da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974, que não foram campeãs, mas que na sua visão conseguiram mudar o panorama do futebol mundial com um plano tático totalmente revolucionário.
Milton Leite escolheu as seis seleções brasileiras de futebol mais representativas em Copas do Mundo, entre as que levaram os mundiais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, além da “fantástica” equipe de 1982.
PARA OS CURIOSOSA segunda paixão do consultor de carreiras Max Gehringer é o futebol. O interesse herdado do pai rendeu o “Almanaque dos Mundiais” (Ed. Globo, 440 páginas, R$ 54,90), livro no qual ele traça com detalhes as histórias de cada Copa do Mundo, começando pelo primeiro Campeonato Mundial de Futebol, em 1930. Sua pesquisa conta fatos curiosos como quando em 2002 o jogador do Japão, Tsuneyazu Miyamoto, entrou em campo usando uma máscara para “assustar” os adversários.
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NÃO-LANÇAMENTOS
Esses estão nas prateleiras há algum tempo, mas valem pelo peso de seus escritores. “Quando é Dia de Futebol” (Ed. Record, 276 páginas, R$ 34,90) é uma coletânea de textos de Carlos Drummond de Andrade sobre o esporte. “Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma”, diz o escritor na poesia que dá título ao livro. O vascaino certa vez homenageou Pelé dizendo que “o difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.O escritor inglês Nick Hornby também registrou em palavras seu amor pelo futebol. Em “Febre de Bola” (Ed. Rocco, 248 páginas, R$ 34,50) o autor faz um relato autobiográfico de acordo com várias partidas do Arsenal, o time de coração. Hornby aborda a relação torcedor-time, o fanatismo e chega a achar que a sorte da sua vida variava conforme as campanhas do clube.
Opções nas livrarias não faltam para quem tem fome de bola e sede de leitura!
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