zumbis ou vampiros?

"Sangue Quente", de Isaac Marion, é história de amor com zumbis e vai virar filme com Nicholas Hoult

por Martha Lopes - 25 de julho de 2011
Capa do livroPense em um homem de uma brancura brilhante, forte e louco para dar uma mordidinha no seu pescoço. Agora imagine um rapaz de olhar opaco, meio despedaçado e em decomposição. Só pela descrição, dá para concluir que os zumbis não têm a mesma força sedutora que os vampiros, mas podem fazer o mesmo sucesso no mundo do entretenimento. Pelo menos, essa é a aposta de "Sangue Quente", livro de Isaac Marion, publicado pela editora Leya.

LEIA MAIS: Os zumbis podem desbancar os vampiros na TV e no cinema?


Já pela capa do livro fica clara a intenção de seguir o sucesso da série "Crepúsculo". Ela traz um depoimento da autora Stephenie Meyer, em que afirma ter pensado na história por muito tempo após a leitura. Assim como aconteceu com a saga de Bella, Edward e Jacob, "Sangue Quente" também vai ganhar uma versão no cinema, prevista para estrear em 2012, e pela mesma produtora que assinou a série "Crepúsculo". O filme vai ser protagonizado pelo ator Nicholas Hoult ("X-Men - Primeira Classe").

A boa notícia, entretanto, é que o livro de Marion traz menos clichês e sacadas mais interessantes, a começar pela trama. Esqueça, por exemplo, o vilão meio mocinho. Em "Sangue Quente", o protagonista-zumbi, R., é mesmo mau. Ele precisa comer carne humana para sobreviver e não poupa as vítimas. Não se lembra ao certo de como era sua vida antes e mal consegue se expressar. Passa os dias perambulando por um aeroporto, onde os mortos-vivos residem, e grunhindo vez ou outra.

Isaac Marion, autor de "Sangue Quente"De outro lado, nesse mundo pós-apocalíptico que é apresentado, os vivos se escondem em lugares como estádios, treinam para enfrentar os zumbis e tentam reconstruir a sociedade. Claro que não estão protegidos de ataques. Em um deles, R. devora o garoto Perry, mas decide levar com ele sua namorada, Julie, o que dá início a uma revolução nesses dois universos.

LEIA MAIS: Graphic novel “Eu Sou a Lenda” carrega no drama da clássica história que já virou filme


AMOR EMPRESTADO

Um dos bons conceitos do livro é que, ao comerem os cérebros dos vivos, os zumbis acessam suas lembranças. Quando R. devora o órgão de Perry, enxerga o relacionamento do rapaz com a namorada e empresta esse sentimento. É isso que faz com que R. leve a garota com ele e comece a questionar sua condição de morto-vivo.

Intrigante e cheia de suspense, a narrativa prende a atenção e se distancia do romance "bonitinho" de "Crepúsculo". Suas páginas trazem descrições escatológicas sobre odores e decomposição próprios dos mortos-vivos. Porém, a combinação de criaturas fantásticas com a história de um amor aparentemente impossível tem tudo para se tornar o mais novo sucesso das bilheterias.

Gostou? Siga o Colherada no Twitter!
Últimos comentários
  • Lirys - 25/07/2012 às 12:02:24

    nem amor nem terror, dos dois um puco!

    olha esse filme mechamou a atenção por não ser só uma historia boba de zumbis, e nem só uma historia boba de amor, acho q vai ser legal, eu vou dar uma chance...

  • Marcelo - 04/03/2012 às 21:47:26

    Não...

    Por favor, não façam com os zumbis o que fizeram aos vampiros...

Faça o seu comentário

Top 5 as mais clicadas

Vídeo

Publicidade
Colherada no Twitter
Ressaltamos que nenhum estabelecimento foi incluido neste guia por ter feito publicidade em qualquer publicação nossa e que nenhum tipo de pagamento influenciou as resenhas. As opiniôes publicadas neste site são dos escritores do Colherada Cultural e são totalmente independentes