momento geek
A Livraria Cultura inaugura uma loja para agradar a geeks e nerds
É oficial: os geeks estão dominando o mundo e agora têm uma loja só para eles

Muitas cenas de Big Bang Theory se passam dentro da loja de quadrinhos do Stuart, o espaço com maior concentração de geeks por metro quadrado da cidade. Inspirada nessas cenas – e, claro, de olho num público que não para de crescer (ou de sair do armário) e consumir –, a Livraria Cultura inaugurou a sua própria versão da “loja do Stuart”, muito maior e com produtos que vão além dos comic books. Batizada de Geek.Etc.Br, a loja abriu as portas na semana passada, no Conjunto Nacional, um dos prédios mais antigos da Avenida Paulista.
O projeto é audacioso. Em 250 metros quadrados, há um acervo com mais de 10 mil produtos ligados ao universo geek, como games (são mais de 3 mil títulos), consoles, HQs (dispostos em um balcão, igualzinho à loja do Stuart), livros, trilhas sonoras de jogos clássicos, filmes, séries, jogos de tabuleiro, almofadas, câmeras fotográficas da linha Lomography, objetos de design e bonecos, aqueles raríssimos que os colecionadores (todos adultos, só para deixar claro) amam colocar na sala de estar.
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Os produtos variam de R$ 20 a milhares de reais. Com R$ 24 no bolso, por exemplo, dá para comprar um chaveiro de pelúcia do Angry Birds. Com R$ 25, uma caneca. Com R$ 30, bonequinhos do Star Wars. Nessa mesma faixa de preço estão alguns jogos e HQs. Com uma graninha a mais, cerca de R$ 100, você arremata um capacho em forma de fita cassete, para se lembrar todos os dias dos anos 80. Com R$ 1.400 dá pra levar um boneco de Capitão Gancho, edição de colecionador. E com mais dinheiro ainda, você compra um console bacana.

O estilo da livraria foi mantido na loja geek, o que significa que é possível passar horas experimentando jogos de videogame sem ser enxotado pelos vendedores. E como são 10 espaços de experimentação, é provável que também não exista o risco de você ser enxotado pelos clientes. Aliás, o mais divertido é passar pela loja na hora do almoço e ver engravatados completamente imersos em joguinhos. E é exatamente isso que a loja deseja: agradar a todos, não só aos geeks. “Queremos atrair aquele cara viciado em games e também a vovó que deseja comprar um Wii pro netinho”, diz Igor Oliveira, coordenador do projeto Geek.Etc.Br.
Boa estratégia. Porque ser geek está na moda, definitivamente. Mas e se a moda passar? Igor não esquenta. “Não é questão de modismo. Obviamente, existe um hype em cima dos geeks, é bonito ser nerd, mas o público que vem aqui realmente gosta de quadrinhos e desse universo. Vem tanto o cara que economiza para comprar um mangá por mês, como aquele trintão que adora as coisas que foram sucesso nos anos 80, quando ele era moleque, e agora tem dinheiro para comprar”.

A Geek.Etc.Br está feliz com os resultados iniciais e outras lojas devem ser inauguradas ainda em 2012. Resta saber se os geeks de verdade não vão preferir continuar frequentando a lojinha de bairro e tendo discussões acaloradas com os Stuarts locais. Porque geek que é geek não quer fazer parte da massa – embora esteja cada vez mais difícil comprovar essa tese.
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