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Conheça Kimbra, a cantora neozelandesa que está conquistando a América
Com um domínio eficiente da própria voz e influências do jazz, ela faz música grudenta de qualidade

O “The New York Times” dedicou, ontem (21), uma extensa reportagem à cantora Kimbra, considerada “estrela da Nova Zelândia” pela publicação. “Vows”, seu álbum de estreia, foi lançado na semana passada no país, e Kimbra está fazendo seu début em palcos americanos, numa turnê que se estende até 7 de julho.
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A “Rolling Stone” a classificou como uma cantora/compositora inventiva, que impressiona pela técnica utilizada em seus loopings experimentais ao vivo, e a convidou para tocar em seu estúdio algumas faixas de “Vows”.
Aos 22 anos, Kimbra parece estar prestes a alcançar a fama mundial, seguindo os passos de Amy Winehouse ou Adele. De franja e batom vermelho (pelo menos é assim que ela aparece na maioria das fotos), Kimbra é intensa ao cantar, tem personalidade e, além de tudo, faz refrões viciantes. O público aprova – mesmo o público americano, que tem suas próprias divas pop para cultuar.
A reportagem do “NYT” informa, logo nas primeiras linhas, que as pessoas de Nova York cantaram junto com Kimbra durante o show. A própria disse depois que sempre imaginou que sua primeira vez nos Estados Unidos seria modesta. “O que realmente me surpreendeu foi ver quanta gente já conhecia as letras das minhas canções”.

Só para constar, “Vows”, lançado em agosto do ano passado pela Warner Brothers Records, vendeu mais de 100.000 cópias na Austrália. Mas quem poderia garantir que esse sucesso ultrapassaria fronteiras? Segundo o “NYT”, o que colocou os holofotes na direção de Kimbra foi seu dueto com o multi-instrumentista belga-australiano Gotye, na canção “Somebody That I Used to Know”, que virou hit e ficou cinco semanas na primeira posição.
Foi aí que a Warner Brothers colocou os olhos nela. “Kimbra é uma artista de verdade, e prevejo que ela tenha uma carreira de 15 a 20 anos. Ela tem potencial para ser como o Prince. É o quanto sua musicalidade é forte”, afirmou ao “NYT” Rob Cavallo, presidente da gravadora.
Não dá para saber se a previsão de Cavallo irá se concretizar. Os tempos são outros, tudo é fugaz, aquela história toda. Mas só pelas influências de Kimbra (Ella Fitzgerald e Miles Davis) sua voz doce e cheia de peripécias, vale a pena ouvi-la.
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