"push girls"
Garotas em cadeira de rodas são o tema de série que estreia nos Estados Unidos
Criadores do show que começa nesta segunda-feira (4) ganham pontos ao tocar em um assunto geralmente ignorado pela indústria do entretenimento, com a devida exceção a Artie, de "Glee"

No dicionário fictício que aparece no site da nova série, "Push Girl" quer dizer mulher destemida que não deixa os desafios da vida ficarem no caminho entre ela e o que deseja; alguém que supera as adversidades com senso de humor e uma atitude "não desisto nunca". Esse o espírito de "Push Girls", sobre quatro mulheres reais que dependem de cadeiras de rodas. O primeiro episódio vai ao ar amanhã no Sundance Channel, canal a cabo da TV americana que exibe produções indie e os filmes do Festival de Sundance.
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Como já deu para notar, a série vai enfatizar que o sucesso e a beleza independem da mobilidade. Serão 14 episódios de meia hora com cenas que evidenciam o que é ser "sexy, ambiciosa e viver com paralisia em Hollywood". À primeira vista, é possível notar dois méritos na produção. O primeiro é colocar mulheres reais na frente das câmeras ("Push Girls", afinal, não é uma série de ficção); o segundo é não vitimizá-las.

As quatro mulheres são Angela, de 36 anos, uma modelo que acaba de se separar do marido, Auti, de 42 anos, rapper, dançarina e atriz – e louca para ser mãe. Também há Mia, de 33 anos, que está fazendo um balanço sobre seu namoro com um cara que não usa cadeiras de rodas e deseja voltar a ser uma grande nadadora. Tiphany, por sua vez, tem 28 anos e está tentando compreender a própria sexualidade.
Ao que tudo indica, essas mulheres são menos superficiais do que o material de divulgação da série dá a entender. E com um material psicológico tão denso, é provável que as cadeiras de rodas sejam só um detalhe.
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