"push girls"

Garotas em cadeira de rodas são o tema de série que estreia nos Estados Unidos

Criadores do show que começa nesta segunda-feira (4) ganham pontos ao tocar em um assunto geralmente ignorado pela indústria do entretenimento, com a devida exceção a Artie, de "Glee"

por Anna Carolina Lementy - 3 de junho de 2012
Belas mulheres em cadeira de rodas são as personagens principais
No dicionário fictício que aparece no site da nova série, "Push Girl" quer dizer mulher destemida que não deixa os desafios da vida ficarem no caminho entre ela e o que deseja; alguém que supera as adversidades com senso de humor e uma atitude "não desisto nunca". Esse o espírito de "Push Girls", sobre quatro mulheres reais que dependem de cadeiras de rodas. O primeiro episódio vai ao ar amanhã no Sundance Channel, canal a cabo da TV americana que exibe produções indie e os filmes do Festival de Sundance.

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Como já deu para notar, a série vai enfatizar que o sucesso e a beleza independem da mobilidade. Serão 14 episódios de meia hora com cenas que evidenciam o que é ser "sexy, ambiciosa e viver com paralisia em Hollywood". À primeira vista, é possível notar dois méritos na produção. O primeiro é colocar mulheres reais na frente das câmeras ("Push Girls", afinal, não é uma série de ficção); o segundo é não vitimizá-las.

A série não vitimiza suas personagens e coloca a dependência de cadeiras de rodas em uma nova perspectiva
As quatro mulheres são Angela, de 36 anos, uma modelo que acaba de se separar do marido, Auti, de 42 anos, rapper, dançarina e atriz – e louca para ser mãe. Também há Mia, de 33 anos, que está fazendo um balanço sobre seu namoro com um cara que não usa cadeiras de rodas e deseja voltar a ser uma grande nadadora. Tiphany, por sua vez, tem 28 anos e está tentando compreender a própria sexualidade.

Ao que tudo indica, essas mulheres são menos superficiais do que o material de divulgação da série dá a entender. E com um material psicológico tão denso, é provável que as cadeiras de rodas sejam só um detalhe.

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