cabeleira vermelha
Merida, de "Valente", e outras ruivas inesquecíveis do cinema

No início da década de 50, o cinema criou um dos mais conhecidos clichês capilares ao cravar no título do filme homônimo estrelado por Marilyn Monroe que os homens preferem as loiras. Apesar da homenagem escancarada às platinadas, Hollywood não esconde a sua queda por outra cor de cabelo: o vermelho, seja mais discreto ou bem vivo, é a escolha certeira para representar mulheres de personalidade forte.
Merida, a princesa que não aceita as convenções da realeza e quer mudar seu próprio destino em “Valente” – animação da Disney lançada nesta sexta-feira (20) –, é a mais nova integrante dessa galeria. O Colherada lembra agora outras ilustres representantes das ruivas:
+ Merida, a princesa de "Valente", não está nem aí para os príncipes

Gilda (“Gilda”, 1946)
A frase “Nunca houve uma mulher como Gilda”, usada na divulgação do longa, expressa sem exageros a fascinação causada pela personagem vivida por Rita Hayworth. Na produção, Gilda coloca em risco a amizade de dois homens ao viver um triângulo amoroso com eles. A sinopse é simples, mas o clássico encanta pela realização, pelos bons diálogos e pela icônica cena em que a atriz insinua um striptease ao cantar “Put the Blame on Mame”.

Andy Walsh (“A garota de rosa shocking”, 1986)
O longa de John Hughes, cineasta conhecido por retratar o universo adolescente dos anos 80, mostra como os o romance entre um rapaz rico e uma garota pobre pode ganhar contornos de crueldade quando o cenário são os corredores de uma escola. Apesar das dificuldades de aceitação entre os colegas, Andy (Molly Ringwald) continua independente, batalhadora e, acima de tudo, criando moda com seus figurinos exclusivos.

Jessica Rabbit (“Uma Cilada para Roger Rabbit”, de 1988)
Dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg, o filme chamou a atenção por misturar personagens de desenho animado com atores de carne e osso em uma trama cheia de momentos cômicos, mistérios e morte. Com suas curvas espetaculares, voz sensual (trabalho de Kathleen Turner) e caráter duvidoso, Jessica, a mulher do protagonista, ficou famosa por uma de suas frases: “Não sou má, me desenharam assim”.

Thelma e Louise (“Thelma e Louise”, de 1991)
É verdade, o Colherada adora indicar o road movie dirigido por Ridley Scott, mas fica quase impossível fazer uma seleção de ruivas sem citar as amigas Louise (Susan Sarandon) e Thelma (Geena Davis). De donas de casa entediadas, as duas passam a ser criminosas procuradas em apenas um fim de semana. Atitude não falta às condutoras do lindo automóvel Thunderbird 66, não é?

Satine (“Moulin Rouge”, de 2001)
Satine (Nicole Kidman) detém o título de mais bela e adorada cortesã do cabaré Moulin Rouge. Apesar disso, ela quer mais: para conseguir muito dinheiro e possibilitar o espetáculo que quer protagonizar, aceita seduzir um rico duque. Tudo vai como o planejado, até que a aparentemente sem escrúpulos moça do cabelo vermelho se apaixona pelo pobre escritor Christian.

Mary Jane (“Homem-Aranha”, 2002)
Com a roupa de Homem-Aranha, Peter Parker (Tobey Maguire) enfrenta os mais diversos perigos e vilões superpoderosos com agilidade e um arsenal de piadinhas. A única pessoa capaz de deixá-lo sem palavras é a vizinha ruiva, Mary Jane (Kirsten Dunst), a descolada aspirante a atriz com quem tem um conturbado romance. A mocinha ganhou destaque ao retirar parte da máscara do aracnídeo e tascar um beijo nele em plena chuva, uma das mais famosas cenas do cinema baseado em quadrinhos.
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