Oscar 2012

“O Artista”: cinco razões para você assistir ao filme mudo favorito ao Oscar

Produção francesa protagonizada por Jean Dujardin e Bérénice Bejo encanta com homenagem ao cinema

por Thais Kuzman - 11 de fevereiro de 2012
O Artista: cinco razões para você assistir ao filme mudo favorito ao Oscar
Bérénice Bejo em uma das grandes cenas do filmeEm 1927, George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo esbarra com uma fã, Peppy Miller (Bérénice Bejo), e acaba por alavancar sua carreira na sétima arte. Colegas de trabalho, o ator infeliz com o casamento e a aprendiz de estrela se apaixonam. O conflito amoroso, no entanto, é apenas um dos problemas da dupla, já que o veterano se recusa a atuar em filmes falados e cai em decadência ao mesmo tempo em que a novata vê seu nome brilhando nos letreiros de Hollywood. Essa é a história de “O Artista”, longa que se transformou em um dos maiores fenômenos das premiações e desponta como um dos favoritos ao Oscar deste ano: com dez indicações, a produção francesa está no páreo para estatuetas importantes, como Melhor Filme, Diretor e Ator.

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O Colherada te conta se o burburinho é justificado:

Cinema mudo?
De trama simples e execução de uma inocência planejada, “O Artista” causa reflexão sobre o andamento do cinema desde o seu início: com o entretenimento tão voltado para explosões, efeitos especiais e diálogos rápidos, é possível se encantar com cerca de 100 minutos de projeção sem ouvir a voz de ninguém? O longa dirigido e roteirizado por Michel Hazanavicius mostra que gestos e imagens bem colocadas – e sem pressa – ainda têm tanto poder quanto qualquer palavra.

O fofo cachorrinhoCarisma do protagonista
Tente resistir ao bigodinho geometricamente aparado e à versatilidade de Jean Dujardin, que convence no teatral cinema mudo dos filmes dentro do filme, no amor terno mostrado pela colega, na vaidade e no desespero da inevitável decadência. Não à toa seu trabalho rendeu uma indicação ao Oscar e ao Bafta, além dos prêmios de Melhor Ator em Cannes e no Globo de Ouro. Também valem destaque a atuação de Bérénice Bejo, de excelente química com seu par romântico, e os truques do cachorrinho Uggie, fofura garantida.

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O cartaz do filmeMetalinguagem e cenas inesquecíveis
Um dos artifícios mais espertos do projeto é brincar com o fato de que é mudo. Logo em seus primeiros minutos, as cartelas da produção em que George Valentin trabalha pedem: “fale, fale”, mas ele resiste bravamente à tortura e não solta nenhuma palavra. Mais à frente, quando sente a ameaça dos filmes falados chegando, o ator sonha que tudo ao seu redor tem som, menos ele.

Revolução na tela
Os bastidores da indústria do cinema, a mágica do uso da voz e a resistência ao novo surgem na tela grande em um misto de aula história e reverência ao passado.

Reprodução de época
Da postura dos atores ao figurino, passando pelos cenários, tudo foi pensado para que o espectador se sinta em plena década de 20. Esse esmero casa perfeitamente com a reprodução em branco e preto. É uma gostosa volta ao passado.

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Últimos comentários
  • Ana CaTrin - 23/02/2012 às 22:39:42

    “O Artista” um filme para guardar no coração

    Não é só uma produção de época que fala de amores, ou coisas assim. Esse filme traz doçura, amor pela arte. Os atores são de uma delicadeza indescritível em cada momento da trama. É um filme para sair da sala feliz =)

  • Ana CaTrin - 23/02/2012 às 22:43:24

    “O Artista” um filme para guardar no coração

    esqueci de falar do cachorro, ownnn que coisinha mais fofa rss Encantador!

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