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"O Vingador do Futuro" volta à telona. Saiba quais são as principais diferenças entre o remake, com Colin Farrell, e o original

"O Vingador do Futuro", sucesso dos anos 90 estrelado pelo então ator Arnold Schwarzenegger, volta às telas no próximo dia 17. Agora, é o irlandês Colin Farrell quem incorpora o operário Douglas Quaid, enquanto Kate Beckinsale (Lori) e Jessica Biel (Melina) se alternam como amantes do vingador. Até aí nenhuma diferença em relação ao original. Mas espere até o segundo parágrafo.
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A ideia de refilmar "O Vingador do Futuro" surgiu num passeio fortuito a uma livraria em 2008. O produtor Toby Jaffe folheava livros na prateleira de ficção científica, procurando obras que tinha lido quando garoto. “Peguei uma antologia de Philip K. Dick e li o conto 'We Can Remember It for You Wholesale'", diz. “Reimaginando a história, nós [ele se refere ao outro produtor do remake, Neal H. Moritz] percebemos que havia muito mais a investigar".
O resultado dessa investigação é um thriller mais psicológico que o original, com um herói que vai fundo na busca da própria identidade, e uma trama mais colada ao conto de Philip K. Dick. Saiba quais são as outras mudanças:
1 - Uma história comum
O futuro é apenas um detalhe no remake. “É uma história comum, de um homem que percebe não estar vivendo a vida que deveria – é um homem descontente com a sua experiência”, afirma Colin Farrell. Nos anos 90, quando ainda estávamos distantes de parafernálias tecnólogicas como tablets e de redes sociais assustadoras como o Facebook, fazia sentido explorar a ideia de futuro e as características desse tempo revolucionário. Hoje, já conhecemos o tão esperado "futuro" dos anos 2000. Sabemos o quão longe chegamos (ok, ainda não existem carros voadores), mas ainda não conseguimos dar conta das angústias. Ao que parece, "O Vingador do Futuro" também vai nessa direção: explora as emoções, em detrimento da evolução das máquinas.
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2 - Marte já era
Em vez de mostrar eventos ocorrendo em Marte, o diretor Len Wiseman, de "Anjos da Noite" e "Duro de Matar 4.0", mantém a ação na própria Terra, num tempo futuro em que ela está dominada por dois territórios – a Federação Unida da Bretanha e a Colônia. “Quando lembramos que Philip K. Dick não enviou seus personagens a Marte, nossas possibilidades aumentaram”, conta Jaffe. “Uma vez livres para manter o personagem na Terra, não ficamos restritos ao cenário, à era ou a como nós o tiraríamos do planeta”.
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3) Adeus às loiras
O roteiro original pedia uma protagonista loira, tanto que o papel de Lori, na versão original, foi de Sharon Stone. Só que o diretor achou que fazia mais sentido escalar alguma atriz parecida com Melina, uma guerreira da resistência e o verdadeiro amor de Quaid. “Minha ideia era lhe dar uma esposa de mentirinha que tivesse alguma semelhança com o seu verdadeiro amor”, explica ele. “Se sua memória superficial está voltando, faz sentido que ela tenha uma vaga semelhança e um certo ar de familiaridade”.

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