Barbados (parte 4): a variedade dos passeios é o grande diferencial da ilha

Fachada da St. Nicholas Abbey. Museu conta história do desenvolvimento de Barbados. Foto: Divulgação

Dentre os destinos mais procurados do Caribe, Barbados ganha um ponto extra pelo que oferece além das praias. O que é imprescindível para quem vai passar no mínimo uma semana por lá e não quer ficar entediado (se isso é possível!).

Os programas são bem variados, desde se aventurar por cavernas até entender  a história da colonização inglesa na ilha. Para começar pela parte cultural, vá até a parte norte, na St. Nicholas Abbey.

A casa — com arquitetura Jacobean, da segunda fase do estilo renascentista da arquitetura inglesa – foi construída em 1660, virou museu em 2007 e está cercada por uma plantação de cana de açúcar. Além dos objetos luxuosos com mais de 350 anos de história, chama atenção a antiga fábrica de açúcar e rum. Uma boa maneira de entender o desenvolvimento histórico e cultural do país.

PAISAGEM NATURAL

Os passeios pelo mar ou em terra firme podem tomar metade do dia. Para não cansar muito o ideal é programar um desses por dia. A vantagem é que em alguns pacotes você pode incluir o almoço, como é o caso do Jolly Roger (US$175, por pessoa, com a comida).

Todo mundo se joga, literalmente, do Jolly Roger! Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

O navio pirata é uma verdadeira festa em alto mar. Na ida, um reggae embala o trajeto pela costa oeste. Tem uma parada onde acontecem algumas brincadeiras com os tripulantes e para quem quer se jogar na água. Na volta, o negócio vira uma balada! Música alta, todo mundo no segundo andar dançando Gangnam Style… Tem que estar no clima!

Agora, se você prefere um pouco mais de sossego tem os passeios no catamarã (em torno de US$80, com almoço). Ele faz ao todo são três parada nas praias mais lindas (Paynes Bay, Marine Park e Sandy Lane), perfeitas para mergulhar com snorkel. É aqui que você consegue nadar com as tartarugas.

O passeio de catamarã é mais tranquilo. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Tanto em um, quanto em outro, o balanço do mar é potencializado pelo Rum Punch, drinque feito com rum e suco de frutas, servido gratuitamente. O rum, aliás, faz parte do desenvolvimento de Barbados, por isso, a visita ao Mount Gay – destilaria mais antiga da ilha – é tão importante.

Pra quem não está acostumado, fazer as degustações de rum no Mount Gay é um desafio e tanto! Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

O tour dura meia hora e lá a gente entende o processo e a diferença entre os blends. Ao final, claro, uma degustação de todos eles. Da lojinha vale levar o bolo com rum, uma mistura interessante que resulta em um doce bem cítrico.

COM AS CRIANÇAS

Uma das atrações mais famosas de Barbados é a Harrison’s Cave e quando a gente vê de perto entende o porque. Descemos 160 pés dentro de um carrinho com uma guia à frente – essa montagem lembra muito as montanhas encantadas da Disney. Luzes pontuais revelam formações com mais de sete mil anos e lagos naturais de água cristalina.

A Harrison’s Cave é realmente um passeio e tanto. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Lago natural dentro da Harrison’s Cave. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Com os pequenos é bacana ir também ao Atlantis Submarines, um submarino de verdade que desce 150 pés no fundo do mar. Durante meia hora aproximadamente nós vemos os corais, a diversidade de peixes e as tartarugas. Para quem mergulha sozinho ou com snorkel não vale tanto a pena.

A cabine dentro do submarino. Foto: Estela Cotes/Colheres na Estrada

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Barbados (parte 3): a gastronomia apimentada vem acompanhada por vistas deslumbrantes

Caribbean Hots: uma porção de peixe empanado, bem apimentado com o molho Bajan Aioli. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

A gastronomia caribenha recebe influência tropical e europeia. Da tropical nós encontramos muitas semelhanças com o Brasil. Muitas frutas, legumes frescos e arroz lembram o nosso dia a dia aqui. Várias opções de pratos com frango e muita fritura remetem à cozinha do outro lado do oceano.

Os preços são variados, mas o casamento restaurante + vista incrível tem valores mais salgados (em torno de R$100 por pessoa). Em geral, as combinações são apimentadas, com algum toque cítrico, unindo ingredientes típicos da ilha como frutos do mar e rum.

O chef Paul Ewan, nascido em Barbados, explica que porco e peixe são os pratos mais comuns no país, temperados com a Scotch Bonnet Pepper. “Existem imigrantes do mundo inteiro que vieram para cá e influenciaram a nossa comida. Chineses, ingleses, indianos…”, explica durante a Food & Wine, uma semana gastronômica – como o Restaurant Week daqui – que acontece em novembro.

Aqui listo algumas boas opções que pude provar ao longo de uma semana:

St. Lawrence Gap
Esta rua é famosa por concentrar alguns restaurantes. O mais romântico deles é o Pisces, que fica em um deck, com a lateral dentro do mar. O ambiente sem ar condicionado pede um drinque refrescante, como o Cosmopolitan, para abrir a noite. Entre as cervejas, a mais comum em Barbados é a Banks, produzida no país. Como entrada, prepare-se para o picante Caribbean Hots: uma porção de peixe empanado, bem apimentado com o molho Bajan Aioli. Para prato principal, o atum selado com molho de pimentão verde e aspargos é leve, com o peixe ao ponto; já o flying fish empanado com vegetais, manteiga noitsete e limão é uma boa escolha para provar uma receita tradicional.

Vista lateral do Pisces. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Harbour Lights
O jantar já é um passeio. A casa oferece entretenimento a céu aberto, com o pé na areia. O preço é fechado, US$135 o casal. A comida Bajan, com peixe, carne ou frango é oferecida a vontade. Enquanto o público come, uma banda toca um instrumental caribenho, suave. Em seguida começa um show com números pirotécnicos, acrobacias e músicas ultra dançantes!

O Harbour Lights tem shows de entretenimento durante o jantar. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Tapas
Bar e restaurante bem descolado, a beira mar, com público jovem. Como o próprio nome indica a especialidade da casa são as tapas. “Quisemos trazer o conceito de tapas para cá, mas com opções mais internacionais, não só espanhóis”, explica o chef Franco Parisi. Do cardápio variado a maioria é irrecusável: carpaccio de atum, carne de vaca com gorgonzola, rolinho primavera com pato, vitela e até mesmo o croquete.

À esquerda, o carpaccio de atum delicioso. Foto: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada

Cin Cin
O cardápio tem pratos entre 42 e 66 barbados dollars, mas nada paga a vista incrível do mar -- ótimo lugar para o almoço. No Menu Especial, entretanto, você pode comer dois pratos por 58 barbados dollars ou 68, por três. O barracuda frito na manteiga com purê de batata e limão foi a minha escolha e não pesou, apesar do calor.

As vistas do Cin Cin e o peixe empanado. Fotos: Leandro Fernandes e Divulgação

The Cliff
O melhor para curtir o pôr-do-sol. O restaurante é bem carinho (em media US$ 250 por pessoa), mas o lounge no andar de cima é ótimo para apreciar a vista tomando um Bellini (US$30), um Mojito (com rum silver, US$20) ou uma Pina Colada (US$25). No cardápio do bar não tem muita coisa para comer. Vale a dica!

A vista e os drinques do The Cliff. Fotos: Leandro Fernandes/Colheres na Estrada