Restaurantes em Nova York: listamos lugares onde é possível comer bem pagando pouco

Além da gastronomia diversificada, Nova York é o lugar certo para provar os verdadeiros hambúrgueres americanos / Foto: Reprodução

Além da gastronomia diversificada, Nova York é o lugar certo para provar os verdadeiros hambúrgueres americanos / Foto: ©william-brinson

Nova York possui uma variedade infinita de restaurantes e lanchonetes. Não é novidade que a gastronomia aqui é super diversificada e por um motivo lógico: os imigrantes. Mas aqui também é o lugar para se comer os clássicos hambugueres americanos.

Uma das vantagens de NY é que a maioria dos restaurantes possui o menu exposto logo na entrada. Fato que evita surpresas na hora de pagar a conta. Você ainda pode checar os pratos, caso tenha alguma restrição alimentar ou prefira não comer carnes.

Como os menus mudam de acordo os horários do dia – café da manhã, brunch, almoço e jantar – é bom ficar de olho. Às vezes, um restaurante é ótimo para o brunch, mas não tão bom para comer à noite, por exemplo.

Diferente do Brasil, nos Estados Unidos, a gorjeta ou “tip”, equivalente aos 10% do serviço, não é incluida direto na conta. Você pode dar quanto quiser, mas a boa etiqueta diz que 15% a 20% é o valor mais adequado. Os próprios garçons e garçonetes esperam por uma boa gorjeta, já que essa gentileza representa a maior parte do salário deles.

Vai para Nova York em breve? Então siga essa listinha esperta com bons lugares para comer – nos quatro cantos da cidade.

Epistrofy Cafe

O forte do Epistrophy Cafe é o almoço e o brunch / Foto: Reprodução

O forte do Epistrophy Cafe é o almoço e o brunch / Foto: Reprodução

Localizado em Nolita (North of Little Italy) e frequentado principalmente pelos locais, a casa tem uma atmosfera confortável e aconchegante. Os pontos fortes são o almoço e o brunch. Não deixe de experimentar a burrata e a bruschetta, acompanhadas de vinho (há uma boa carta disponível).

As paredes de tijolo, as janelas enormes e a máquina registradora antiga dão um ar rústico ao café.  É uma ótima opção para os casais ou grupos maiores, já que conta também com mesas de piqueniques.

Serviço
$$ (Pagamento somente em dinheiro)
U$24 por pessoa, em média
*Bruschetta U$6 (serve 2 pessoas)
*Burrata U$12 (serve 2 pessoas)
200 Mott St, New York, NY 10012,
epistrophycafe.com

Burger Joint

No Burger Joint, é preciso encarar uma fila e chegar ao caixa com o pedido em mente para provar um dos melhores hamburgueres da cidade / Foto: Reprodução

No Burger Joint, é preciso encarar uma fila e chegar ao caixa com o pedido em mente para provar um dos melhores hamburgueres da cidade / Foto: Reprodução

Considerado um dos melhores hamburgues da cidade, o Burger Joint é point presente na maioria dos guias de turismo sobre a cidade. A lanchonete fica escondida dentro do luxuoso hotel Le Parken Meridien. Mas não se assuste, pois atrás das cortinas vermelha você encontrará paredes cobertas por desenhos, assinaturas de quem já esteve ali e pôsteres de filmes antigos. O espaço é bem pequeno e está sempre lotado. Não desanime com o tamanho da fila, ela é rápida. E claro, saiba o que vai pedir. Se você chegar no caixa, e ficar em dúvida, terá que voltar ao final da fila ou desistir de experimentar os famosos hambúrgueres.

A lanchonete acabou de abrir uma nova unidade próxima da Washington Square Park, três vezes maior que a primeira.

Serviço
$ (pagamento somente em dinheiro)
U$12 por pessoa
119 W 56th St, New York, NY 10019
33 West 8th Street, New York, NY 10019
parkermeridien.com/eat4.php

Cafe Mogador

O Café Mogador foi o primeiro restaurante marroquino da cidade / Foto: Reprodução

O Café Mogador foi o primeiro restaurante marroquino da cidade / Foto: Reprodução

Aberto em 1983, foi o primeiro restaurante marroquino da cidade. Possui pratos árabes típicos, como falafel, hummus, babaganoush e kebabs. O serviço não é dos melhores, mas a comida é tão saborosa que vale a pena ser paciente. O carro-chefe da casa é o Chicken Tagine. Também possui uma unidade em Williamsburg, no Brooklyn.

Serviço
$$ (Mastercard, Visa, e Amex)
U$22 por pessoa
*Chicken Tagine U$11
East Village
Between 1st Ave & Ave A, NY 10009
Williansburg
133 Wythe Avenue, Brooklyn, NY 11211
cafemogador.com

Tartine

O Tartine é uma boa opção para quem quer provar pratos franceses a preços acessíveis / Foto: Reprodução

O Tartine é uma boa opção para quem quer provar pratos franceses a preços acessíveis / Foto: Reprodução

O bistrô situado no charmoso bairro de West Village está sempre lotado e com fila de espera. Mas você se sentar à mesa poderá provar deliciosos pratos franceses a preços bem acessíveis. O Tartine, como grande parte dos restaurantes nova-iorquinos, é pequenino e invade a calçada com mesinhas, durante a temporada de verão.

Serviço
$$ (pagamento somente em dinheiro)
U$26 por pessoa
253 W. 11th St. New York, NY 10014
tartinecafenyc.com

La Esquina

Localizado entre o Soho e Nolita, tem letreiro em neon e decoração inusitada. O restaurant possui um variado cardápio mexicano e bons coquetéis.  Há a Taqueria, Cafe e a Brasserie. Na Taqueria você pode pedir tacos para casa ou comer nas mesinhas que ficam na rua. O Café, que é o próprio restaurante, costuma ficar cheio e tem boas opções para se comer em todos os períodos do dia. Já a Brasserie fica no subsolo. Atenção especial para as margaritas, quesadilla de huitlacoche e pastel de chocolate. É recomendável fazer reservas.

Serviço
$$
U$28 por pessoa
*Pastel de chocolate U$9
*Quesadilla de huitlacoche U$11
*Margaritas U$13
114 Kenmare, New York, NY 10012
esquinanyc.com

*Por Natalia Castro

Passeio sinistro: listamos cemitérios que abrigam os restos mortais de ídolos da cultura

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O túmulo de Victor Noir é o mais curioso do cemitério Père Lachaise, em Paris, o mais visitado do mundo/ Foto: Reprodução

Pode parecer um tanto mórbido um roteiro de cemitérios “imperdíveis” pelo mundo. Na verdade, é um tanto mórbido. Mas se sepulturas de gente comum já geram curiosidade, o que dizer de sepulturas de famosos como as de Oscar Wilde, Jim Morrison ou Bette Davis? Você teria vontade de dar uma olhada nessas lápides? A gente te conta onde elas ficam.

Construído por Napoleão Bonaparte, o cemitério Père-Lachaise, em Paris, é provavelmente o mais “bem frequentado” em todo o mundo. Não só pelos milhares de visitantes que recebe anualmente, mas porque abriga os restos mortais do crème de la crème da cultura. É uma das atrações turísticas obrigatórias da Cidade-Luz, assim como alcançar o topo da torre Eiffel ou se maravilhar no Louvre. E não se preocupe: mapas indicam a localização das lápides das celebridades.

“Estão” lá Jean de La Fontaine, Molière, Balzac, Maria Callas, Chopin, Georges Méliès, Édith Piaf, Marcel Proust, Oscar Wilde e Jim Morrison — tumba alvo de vandalismo recorrente (ou atitude rock’n'roll, chame como quiser). Excursões de fãs se reúnem ali, para o espanto dos reservados parisienses.

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O túmulo de Jim Morrison sofre constantes ataques de vandalismo/ Foto: Reprodução

Mas entre todos os túmulos o mais interessante não é o de Jim Morrison, bastante simples. É o de Oscar Wilde, adornado por uma escultura nada singela e decorada com centenas de beijos de batom. Quanta popularidade!

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O túmulo de Oscar Wilde é cheio de marcas de batom/ Foto: Reprodução

Outro cemitério famoso em Paris, mais próximo do centro, é o de Montparnasse. Lá repousa Serge Gainsbourg e conta-se que fãs mais animados costumam “se esfregar” na tumba da voz mais sexy da França. Quem passar por lá não pode deixar de visitar os túmulos de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, lado a lado, Baudelaire e do escritor argentino Julio Cortázar. Em Viena, capital da música clássica, vale conhecer o suntuoso cemitério Zentralfriedhof Simmering, lar eterno de Beethoven e Franz Schubert.

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Beethoven repousa em Viena/ Foto: Reprodução

Los Angeles, claro, reúne lápides de celebridades hollywoodianas e da cultura pop. É um passeio menos cult, mas igualmente curioso. Assim como os famosos à procura de flashes, as sepulturas disputam atenções, embora não exatamente pelo lado bom (fontes não parecem ser o adereço mais adequado ao ambiente).

No Forest Lawn Memorial Park, em Hollywood Hills, estão Bette Davis, Ronnie James Dio, Marvin Gaye, Frtiz Lang, entre outros. Na filial de Glendale, ficam os restos mortais dos galãs do passado Clark Gable e Humphrey Bogart e do Rei do Pop, Michael Jackson. Já no sugestivo Hollywood Forever, o primeiro de Hollywood, é possível visitar os túmulos de Dee Dee e Johnny Ramone.

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O La Recoleta, em Buenos Aires, é um museu a céu aberto/ Foto: Wikimedia

Aqui na América do Sul o mais interessante é Cemitério de La Recoleta, em Buenos Aires. Apesar de Eva Perón estar enterrada lá, o que mais chama a atenção é arquitetura. Como se fosse um museu a céu aberto, reúne túmulos em barroco, neo-gótico, Art Deco e Art Noveau. Alguns são considerados patrimônio nacional. Esqueça a atmosfera lúgubre e se perca pelas belezas da Recoleta.

Passeio romântico: cinco corredores de árvores para se transpor a dois

Sabe aquelas cenas de filme que mostram um caminho ensolarado, ladeado por árvores, e que criam o maior clima bucólico para um passeio a dois? Pois nosso blog esbarrou em uma listinha simples, feitas por viajantes do mundo todo, e que traz os cinco corredores cercados por verde que estão entre os mais belos do mundo. Seja por causa da peculiaridade da paisagem, como no caso do The Dark Hedges, na Irlanda no Norte, seja por conta das profusão de cores que domina o local, como acontece com o Túnel de Glicinas, no Japão, esses pontos são perfeitos para um passeio romântico. Saiba mais sobre eles e reserve um espaço na sua agenda para andar por eles de mãos dadas.

TÚNEL DE JACARANDÁS, EM JOANESBURGO, ÁFRICA DO SUL

Foto: Divulgação

Túnel dos Jacarandás, em Joanesburgo

Esta ampla estrada é cercada por milhares de árvores e se tornou uma atração por concentrar alguns dos mais belos exemplares da metrópole sul-africana. Joanesburgo, que é conhecida como a cidade com o maior bosque do mundo (já que possui mais de seis milhões de árvores plantadas em seus arredores), é o ponto de partida para se chegar ao Túnel de Jacarandás, lugar que está entre os que contém boa parte das 70 mil árvores desta espécie plantadas entre Joanesburgo e Pretória, a capital do país.

THE DARK HEDGES, NA IRLANDA DO NORTE

Foto: Divulgação

Dark ou melancólico: aqui também um point para se conhecer a dois

Tem quem considere este caminho isolado muito mais sombrio do que romântico, mas o lugar, que fica na cidade de Armoy, na Irlanda do Norte, é resultado de uma história de amor. Criado por um homem chamado James Stuart, dono de terrar perto do local, o caminho, que tem árvores com raízes expostas e copas densas, foi uma homenagem a sua mulher, Grace Lynd, e também uma forma de impressionar os visitantes que iam a sua propriedade. Conhecido como The Dark Hedges, este passeio foi criado em 1775.

TÚNEL DAS GLICÍNIAS, NO JAPÃO

Foto: Divulgação

Que tal caminhar por esse túnel, no Japão?

A grande atração desse túnel é a cobertura lilás formado pelas glicínias, plantas trepadeiras muito comuns no Japão, na China e na Coréia. Elas que colorem este arco localizado na cidade de Kitakyūshū, na ilha de Kyushu, a terceira maior do arquipélago japonês. Enfeitado boa parte do ano, o Túnel das Glicínias virou uma das principais atrações turísticas do lugar.

TÚNEL DO AMOR DO AMOR, NA UCRÂNIA

Um motivo para conhecer a cidade ucraniana de Kleven

Você provavelmente nunca deve ter ouvido falar da cidade de Kleven, na Ucrânia. Mas é lá que fica essa verdadeira muralha folheada de verde, um espaço especial entre os muitos bosques locais, chamada de Túnel do Amor. Para completar o cenário bucólico, uma linha de trem cruza, ocasionalmente, esse cilindro verde para entregar suprimentos para a região norte do país.

PASSEIO DE ESPOLÓN, EM BURGOS, NA ESPANHA

Foto: Divulgação

O passeio localizado na cidade espanhola de Burgos durante o inverno

Localizado em uma das cidades espanholas mais ao norte do país, este caminho está entre os os mais urbanos da lista. O passeio conecta dois pontos turísticos, o Arco de Santa María com o Teatro Principal, uma construção quase medieval. Criado no século 18, o Paseo de Espolón se destaca elas árvores perfeitamente alinhadas que perdem todas as suas folhas com a chegada do inverno.

Conheça o DUMBO, bairro queridinho dos nova-iorquinos

Por Natalia Castro

Vista para a Brooklyn Bridge em Dumbo

Situado em uma antiga zona industrial, o DUMBO é hoje um dos bairros mais interessantes de Nova York, por conta de sua história e sua recente revitalização.

Até 1890, a região era conhecida por abrigar o Fulton Ferry, o único serviço de transporte entre o Brooklyn e a Ilha de Manhattan. A localização estratégica atraiu indústrias de sabão, cerveja e tabaco a se instalarem por ali. Com a urbanização, as fábricas foram se mudando e os grandes prédios passaram a chamar a atenção de artistas que buscavam imóveis espaçosos e com baixo aluguel para montar seus estúdios. Hoje, esses galpões deram espaço às galerias de arte, livrarias, boutiques e restaurantes.

O bairro, que fica entre a Brooklyn Bridge e a Manhattan Bridge, é um dos mais valorizados da região. De lá, é possível  ter uma visão privilegiada do skyline de Manhattan, pedalar na Brooklyn Bridge ou conhecer o novíssimo Jane’s Carousel, inaugurado em 2011.

Do lado de cá se tem esta vista de Manhattan. Foto: Natalia Castro

Pós Sandy (Pearl Street Triangle, Brooklyn)

Em outubro, a área foi fortemente atingida pelo furação Sandy, alguns lugares ainda estão em manutenção e há muitas reformas no entorno do bairro. Por isso, o estúdio Situ criou a instalação Heartwalk, uma escultura em forma coração construída com madeiras recuperadas do furação. A peça foi encomendada para ser instalada na Times Square, mas foi transferida recentemente para o DUMBO, bairro de origem dos designers que a criaram, e permanecerá exposta até 31 de abril.

Brooklyn Bridge Park (Plymouth Street)

Fica entre DUMBO e Brooklyn Heights. Não é dos maiores, mas a vista de Manhattan é incrível. À margem do East River, é possível visualizar a Estátua da Liberdade e as pontes que cercam o bairro. O parque fica evidentemente mais cheio no verão, tomado por pessoas fazendo piqueniques, crianças correndo e bicicletas. É no verão que também rola o Syfy Movies With A View, uma mostra de filmes a céu aberto, com o skyline como pano de fundo.

Jane’s Carousel é uma das atrações do bairro. Foto: Natalia Castro

Jane’s Carousel (Brooklyn Bridge Park)

Um dos principais motivos para visitar o DUMBO. Instalado em 2011, foi originalmente criado em 1922 e ficava em Ohio. Após passar anos desativado, foi comprado em um leilão por David e Jane Walentas, um casal de artistas e moradores do bairro. Eles restauraram toda a estrutura do carrossel em seu próprio estúdio, seguindo o modelo original.

É uma linda atração para quem quiser passear, fotografar, filmar, ou apenas observar. O ingresso para o passeio custa US$ 2, mas a entrada é gratuita. 

Jacques Torres Chocolate (66 Water Street)

Quem é fã de chocolate, não pode ir ao DUMBO sem provar o chocolate quente do Jacques Torres. Além da bebida, que custa US$ 3, não deixe de experimentar o cookie amanteigado. De lambuja, você ainda pode conhecer o ateliê deles. 

Fachada do Jacques Torres Chocolate. Foto: Natalia Castro

Smogarsburg (28 Water Street)

A feira gastronômica ocorre todos os domingos no Brooklyn Bridge Park, na frente do histórico Tobbaco Warehouse. Vários chefs da região preparam e vendem sua comida ao ar livre. A feira fica suspensa durante o inverno, mas volta a acontecer a partir de abril. 

The Powerhouse Arena (37 Main Street)

Grande, porém acolhedora. Lá você encontra livros sobre fotografia, arte urbana e até livros infantis. A loja frequentemente promove eventos seguidos de festinhas. Também é a casa do New York Photo Festival. 

Não falta opção pra uma compra cultural na The Powerhouse Arena. Foto: Natalia Castro

St. Ann’s Warehouse (29 Jay Street) 

Um dos lugares que ajudou na revitalização do Brooklyn e fomentou a riqueza cultural do DUMBO. Montado em uma antiga fábrica, o espaço cultural já exibiu produções dos irmãos Coen, Charlie Kaufman, Lou Reed, entre outros. 

DUMBO Gallery Walk

Toda primeira quinta-feira do mês, as galerias abrem as suas portas ao público, com entrada gratuita. São mais de 20 galerias espalhadas pelo bairro e a ideia é que o público saia caminhando pelas ruas, conhecendo as obras e artistas.

Halcyon pra quem curte vinil. Foto: Natalia Castro

Halcyon (57 Pearl Street)

Para quem curte vinil, a Halcyon trás opções do mundo inteiro, incluindo artistas brasileiros, como Os Mutantes, Caetano Veloso, entre outros. E o melhor de tudo, com preços mais amigáveis que os que encontramos no Brasil. 

Quer sentir mais de perto o clima do bairro DUMBO? Assista ao vídeo:

DUMBO from Natalia Castro on Vimeo.

Conheça Berlim e sua mutante arte urbana de bicicleta. Quem leva a gente nesse passeio é a artista brasileira Gabriela von Gal

Berlim, uma cidade para se conhecer de bicicleta / Foto: Dirk Ingo Franke

* Por Anna Carolina Lementy

A publicitária Gabriela von Gal trocou São Paulo por Berlim há oito anos. Incorporou a cultura dessa parte da Alemanha de tal forma que acha estranho usar roupa social em reuniões de trabalho (em Berlim, todo mundo faz isso usando tênis) e mais esquisito ainda pegar um carro para andar pela cidade. Onde mora, tudo é feito a pé ou de bicicleta, um sonho quase impossível para os paulistanos. O metrô também é usado, mas só nos dias mais frios.

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Bicicleta, em Berlim, não é lazer. É meio de transporte e o melhor jeito de conhecer a cidade e sua arte mutante, construída dia a dia nos muros – uma clara influência do muro mais importante da história, que separou o mundo em dois (veja o roteiro adiante). Mas também se vê arte em pequenas galerias e museus, como em qualquer parte do mundo. “Cada bairro tem um painel pintado por artistas. As pessoas gostam de interagir com a rua e, consequentemente, com quem vê os graffitis ou lambe-lambes”, conta Gabriela.

A brasileira Gabriela von Gal se mudou para Berlim há oito anos e virou artista, inspirada pela cidade / Foto: Divulgação

Geralmente, a arte urbana tem mensagens políticas, que incitam a “revoluções, a ir para frente, lutar pelos direitos dos artistas, de todos”, diz. Este momento, em particular, é simbólico, porque a evolução do consumo e a especulação imobiliária estão tomando conta do lado oriental da cidade, ainda preservado dos avanços capitalistas mais expressivos. Berlim é, portanto, cenário de uma constante e apaixonante “batalha” entre o velho e o novo. ”Quando cheguei, foi um choque cultural. Achava tudo muito destruído e velho até entender que o velho é um pedaço do novo, de uma história sendo construída”.

QUEM FOR A BERLIM VAI GASTAR POUCO PARA SE DIVERTIR

A vida cultural em Berlim é barata e agitada. Há bandas tocando em cada esquina, no metrô, como em toda metrópole que se preze. Há shows dos mais variados estilos por 10 euros (o preço máximo é 80 euros), enquanto por aqui os ingressos mais baratos para atrações mais badaladas custam centenas de reais. O preço baixo permite que o pessoal se reúna para conhecer novos artistas (enquanto toma muita cerveja), ampliando as próprias referências musicais e fomentando o crescimento da arte. “Berlim é o lugar onde mais assisti a shows na vida”, diz Gabriela.

A arte de rua é grátis, claro, e a entrada nos museus também, às quintas-feiras, entre 18 e 22h. Gabriela recomenda a Ilha dos Museus, que agrupa o Museu Pergamon, Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie e Museu Bode. Se passar pela ilha, caminhe no sentido centro e conheça a Auguststraße – a rua Augusta de Berlim, cheia de galerias. Quem gosta de fotografia não pode deixar de visitar a Fundação Helmut Newton.

A bela Museumsinsel, ou Ilha dos Museus/Foto: Divulgação

E há projetos itinerantes interessantíssimos como o Dr. Sketchy, uma escola de “antiarte”. Todos os finais de semana, desenhistas e aspirantes se reúnem para retratar modelos vivos – mulheres com figurinos burlescos. Custa de zero a 10 euros e, ao final, os desenhos participam de uma competição. Gabriela já participou da brincadeira. “A cidade te prende de tal modo à arte que não tem como não ter vontade de ser artista”.

A Auguststraße – a rua Augusta de Berlim, cheia de galerias / Foto: Cwiki


O DESENHO ERA UM HOBBY E VIROU PROFISSÃO

Fridaneska, o trabalho mais famoso de Gabriela von Gal/Foto:Divulgação

Em Berlim, Gabriela desenvolveu pra valer seu gosto pelo desenho. Antes, era apenas um hobby. Fez um curso rápido, aprendeu uma técnica básica e hoje tem uma cartela de trabalhos fofíssimos, lúdicos e supercoloridos. Os experimentos, postados no Instagram, chamaram a atenção dos seguidores e agora os personagens estampam ilustrações vendidas online e, em breve, capinhas para celular. Um deles, a Fridaneska, uma ilustração em madeirite, foi exposta no MuBE, em São Paulo.

+ Quatro dias na luxuosa Las Vegas (parte 2)

Gabriela também abriu caminhos em Berlim para outros artistas, como o grafiteiro brasileiro Nunca. Depois de se conhecerem durante aulas de paraquedismo no Brasil, dois anos atrás, ela o levou para expor na cidade alemã, no projeto “Freedom Park Berlin”. Houve uma enorme receptividade ao seu trabalho, e muitas obras foram vendidas, algo ainda incomum no Brasil, onde é mais rara a busca por quadros com a assinatura de artistas que se formaram nas ruas.

ROTEIRO CULTURAL DE BIKE EM BERLIM, POR GABRIELA VONGAL

Este roteiro pelo bairro de Kreuzberg também pode ser feito a pé, mas de bike é mais legal. O ponto de partida é o viaduto da estação Warschauer Strasse U1. Se você optar pela saída à direita da estação, siga pela ponte histórica Oberbaumbrucke. Ali mesmo da ponte é possível avistar uma figura enorme de um homem de gravata (do inconfundível artista Blu), uma visão importante da cidade, pois do outro lado você encontra o East Side Gallery, a maior extensão que sobrou do muro de Berlim, um verdadeiro acervo de arte de rua.

O famoso trabalho do artista Blu, um dos símbolos da arte urbana de Berlim / Foto: Real Art of Street Art

Depois da ponte, vire à esquerda e siga pela rua Stralauer Allee 3 até o hotel Nhow. Ao chegar, você encontrará o Freedom Park, um acervo de artistas do mundo inteiro em um cenário tipicamente berlinense. Lá, terá o privilégio de ver o trabalho do Nunca.

Nunca dá os últimos retoques em obra exposta em Berlim / Foto: Urbanartcore



Depois, você deve seguir pela Schlesische Straße. Ali, você vai encontrar uma coleção de arte de rua e poderá ver mais de perto os muros pintados por Blu e também os famosos ursos do artista berlinense Bimer. Siga em direção ao Club der Visionäre, o famoso ponto de encontro sobre as águas com direito a cerveja e música. Se estiver fechado, sem problemas, contorne o club e você encontrará achados interessantes entrando nos becos.

Na rua Skalitzers strasse, você encontrará um mural pintado pelos GEMEOS, outros brazucas que deixaram sua arte pelas ruas de Berlim. Descendo a rua, você encontra o mural “Astronaut”, pintado pelo artista português Victor Ash. Ali mesmo também vai encontrar o charmoso mural pintado pela dupla britânica The London Police.

Club der Visionäre, um ponto de encontro sobre as águas / Foto:Divulgação

Berlim, aos meus olhos, é assim: uma cidade em constante movimento e mudanças, cheia de galerias, bares e projetos temporários. É uma cidade com uma explosão de energia. Um dia, aquele bar que você costumava frequentar pode se tornar uma galeria, ou uma quitanda, e no verão uma sorveteria. Você sempre vai se surpreender com essa cidade. Ela traz segredos e surpresas a cada esquina. Desvende-os!

Se quiser conhecer melhor o trabalho artístico de Gabriela von Gal, acesse a página dela no Facebook e os perfis no Pinterest e Instagram (@gabivongal).