Passeio sinistro: listamos cemitérios que abrigam os restos mortais de ídolos da cultura

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O túmulo de Victor Noir é o mais curioso do cemitério Père Lachaise, em Paris, o mais visitado do mundo/ Foto: Reprodução

Pode parecer um tanto mórbido um roteiro de cemitérios “imperdíveis” pelo mundo. Na verdade, é um tanto mórbido. Mas se sepulturas de gente comum já geram curiosidade, o que dizer de sepulturas de famosos como as de Oscar Wilde, Jim Morrison ou Bette Davis? Você teria vontade de dar uma olhada nessas lápides? A gente te conta onde elas ficam.

Construído por Napoleão Bonaparte, o cemitério Père-Lachaise, em Paris, é provavelmente o mais “bem frequentado” em todo o mundo. Não só pelos milhares de visitantes que recebe anualmente, mas porque abriga os restos mortais do crème de la crème da cultura. É uma das atrações turísticas obrigatórias da Cidade-Luz, assim como alcançar o topo da torre Eiffel ou se maravilhar no Louvre. E não se preocupe: mapas indicam a localização das lápides das celebridades.

“Estão” lá Jean de La Fontaine, Molière, Balzac, Maria Callas, Chopin, Georges Méliès, Édith Piaf, Marcel Proust, Oscar Wilde e Jim Morrison — tumba alvo de vandalismo recorrente (ou atitude rock’n'roll, chame como quiser). Excursões de fãs se reúnem ali, para o espanto dos reservados parisienses.

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O túmulo de Jim Morrison sofre constantes ataques de vandalismo/ Foto: Reprodução

Mas entre todos os túmulos o mais interessante não é o de Jim Morrison, bastante simples. É o de Oscar Wilde, adornado por uma escultura nada singela e decorada com centenas de beijos de batom. Quanta popularidade!

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O túmulo de Oscar Wilde é cheio de marcas de batom/ Foto: Reprodução

Outro cemitério famoso em Paris, mais próximo do centro, é o de Montparnasse. Lá repousa Serge Gainsbourg e conta-se que fãs mais animados costumam “se esfregar” na tumba da voz mais sexy da França. Quem passar por lá não pode deixar de visitar os túmulos de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, lado a lado, Baudelaire e do escritor argentino Julio Cortázar. Em Viena, capital da música clássica, vale conhecer o suntuoso cemitério Zentralfriedhof Simmering, lar eterno de Beethoven e Franz Schubert.

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Beethoven repousa em Viena/ Foto: Reprodução

Los Angeles, claro, reúne lápides de celebridades hollywoodianas e da cultura pop. É um passeio menos cult, mas igualmente curioso. Assim como os famosos à procura de flashes, as sepulturas disputam atenções, embora não exatamente pelo lado bom (fontes não parecem ser o adereço mais adequado ao ambiente).

No Forest Lawn Memorial Park, em Hollywood Hills, estão Bette Davis, Ronnie James Dio, Marvin Gaye, Frtiz Lang, entre outros. Na filial de Glendale, ficam os restos mortais dos galãs do passado Clark Gable e Humphrey Bogart e do Rei do Pop, Michael Jackson. Já no sugestivo Hollywood Forever, o primeiro de Hollywood, é possível visitar os túmulos de Dee Dee e Johnny Ramone.

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O La Recoleta, em Buenos Aires, é um museu a céu aberto/ Foto: Wikimedia

Aqui na América do Sul o mais interessante é Cemitério de La Recoleta, em Buenos Aires. Apesar de Eva Perón estar enterrada lá, o que mais chama a atenção é arquitetura. Como se fosse um museu a céu aberto, reúne túmulos em barroco, neo-gótico, Art Deco e Art Noveau. Alguns são considerados patrimônio nacional. Esqueça a atmosfera lúgubre e se perca pelas belezas da Recoleta.

Conheça o DUMBO, bairro queridinho dos nova-iorquinos

Por Natalia Castro

Vista para a Brooklyn Bridge em Dumbo

Situado em uma antiga zona industrial, o DUMBO é hoje um dos bairros mais interessantes de Nova York, por conta de sua história e sua recente revitalização.

Até 1890, a região era conhecida por abrigar o Fulton Ferry, o único serviço de transporte entre o Brooklyn e a Ilha de Manhattan. A localização estratégica atraiu indústrias de sabão, cerveja e tabaco a se instalarem por ali. Com a urbanização, as fábricas foram se mudando e os grandes prédios passaram a chamar a atenção de artistas que buscavam imóveis espaçosos e com baixo aluguel para montar seus estúdios. Hoje, esses galpões deram espaço às galerias de arte, livrarias, boutiques e restaurantes.

O bairro, que fica entre a Brooklyn Bridge e a Manhattan Bridge, é um dos mais valorizados da região. De lá, é possível  ter uma visão privilegiada do skyline de Manhattan, pedalar na Brooklyn Bridge ou conhecer o novíssimo Jane’s Carousel, inaugurado em 2011.

Do lado de cá se tem esta vista de Manhattan. Foto: Natalia Castro

Pós Sandy (Pearl Street Triangle, Brooklyn)

Em outubro, a área foi fortemente atingida pelo furação Sandy, alguns lugares ainda estão em manutenção e há muitas reformas no entorno do bairro. Por isso, o estúdio Situ criou a instalação Heartwalk, uma escultura em forma coração construída com madeiras recuperadas do furação. A peça foi encomendada para ser instalada na Times Square, mas foi transferida recentemente para o DUMBO, bairro de origem dos designers que a criaram, e permanecerá exposta até 31 de abril.

Brooklyn Bridge Park (Plymouth Street)

Fica entre DUMBO e Brooklyn Heights. Não é dos maiores, mas a vista de Manhattan é incrível. À margem do East River, é possível visualizar a Estátua da Liberdade e as pontes que cercam o bairro. O parque fica evidentemente mais cheio no verão, tomado por pessoas fazendo piqueniques, crianças correndo e bicicletas. É no verão que também rola o Syfy Movies With A View, uma mostra de filmes a céu aberto, com o skyline como pano de fundo.

Jane’s Carousel é uma das atrações do bairro. Foto: Natalia Castro

Jane’s Carousel (Brooklyn Bridge Park)

Um dos principais motivos para visitar o DUMBO. Instalado em 2011, foi originalmente criado em 1922 e ficava em Ohio. Após passar anos desativado, foi comprado em um leilão por David e Jane Walentas, um casal de artistas e moradores do bairro. Eles restauraram toda a estrutura do carrossel em seu próprio estúdio, seguindo o modelo original.

É uma linda atração para quem quiser passear, fotografar, filmar, ou apenas observar. O ingresso para o passeio custa US$ 2, mas a entrada é gratuita. 

Jacques Torres Chocolate (66 Water Street)

Quem é fã de chocolate, não pode ir ao DUMBO sem provar o chocolate quente do Jacques Torres. Além da bebida, que custa US$ 3, não deixe de experimentar o cookie amanteigado. De lambuja, você ainda pode conhecer o ateliê deles. 

Fachada do Jacques Torres Chocolate. Foto: Natalia Castro

Smogarsburg (28 Water Street)

A feira gastronômica ocorre todos os domingos no Brooklyn Bridge Park, na frente do histórico Tobbaco Warehouse. Vários chefs da região preparam e vendem sua comida ao ar livre. A feira fica suspensa durante o inverno, mas volta a acontecer a partir de abril. 

The Powerhouse Arena (37 Main Street)

Grande, porém acolhedora. Lá você encontra livros sobre fotografia, arte urbana e até livros infantis. A loja frequentemente promove eventos seguidos de festinhas. Também é a casa do New York Photo Festival. 

Não falta opção pra uma compra cultural na The Powerhouse Arena. Foto: Natalia Castro

St. Ann’s Warehouse (29 Jay Street) 

Um dos lugares que ajudou na revitalização do Brooklyn e fomentou a riqueza cultural do DUMBO. Montado em uma antiga fábrica, o espaço cultural já exibiu produções dos irmãos Coen, Charlie Kaufman, Lou Reed, entre outros. 

DUMBO Gallery Walk

Toda primeira quinta-feira do mês, as galerias abrem as suas portas ao público, com entrada gratuita. São mais de 20 galerias espalhadas pelo bairro e a ideia é que o público saia caminhando pelas ruas, conhecendo as obras e artistas.

Halcyon pra quem curte vinil. Foto: Natalia Castro

Halcyon (57 Pearl Street)

Para quem curte vinil, a Halcyon trás opções do mundo inteiro, incluindo artistas brasileiros, como Os Mutantes, Caetano Veloso, entre outros. E o melhor de tudo, com preços mais amigáveis que os que encontramos no Brasil. 

Quer sentir mais de perto o clima do bairro DUMBO? Assista ao vídeo:

DUMBO from Natalia Castro on Vimeo.

Conheça Berlim e sua mutante arte urbana de bicicleta. Quem leva a gente nesse passeio é a artista brasileira Gabriela von Gal

Berlim, uma cidade para se conhecer de bicicleta / Foto: Dirk Ingo Franke

* Por Anna Carolina Lementy

A publicitária Gabriela von Gal trocou São Paulo por Berlim há oito anos. Incorporou a cultura dessa parte da Alemanha de tal forma que acha estranho usar roupa social em reuniões de trabalho (em Berlim, todo mundo faz isso usando tênis) e mais esquisito ainda pegar um carro para andar pela cidade. Onde mora, tudo é feito a pé ou de bicicleta, um sonho quase impossível para os paulistanos. O metrô também é usado, mas só nos dias mais frios.

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Bicicleta, em Berlim, não é lazer. É meio de transporte e o melhor jeito de conhecer a cidade e sua arte mutante, construída dia a dia nos muros – uma clara influência do muro mais importante da história, que separou o mundo em dois (veja o roteiro adiante). Mas também se vê arte em pequenas galerias e museus, como em qualquer parte do mundo. “Cada bairro tem um painel pintado por artistas. As pessoas gostam de interagir com a rua e, consequentemente, com quem vê os graffitis ou lambe-lambes”, conta Gabriela.

A brasileira Gabriela von Gal se mudou para Berlim há oito anos e virou artista, inspirada pela cidade / Foto: Divulgação

Geralmente, a arte urbana tem mensagens políticas, que incitam a “revoluções, a ir para frente, lutar pelos direitos dos artistas, de todos”, diz. Este momento, em particular, é simbólico, porque a evolução do consumo e a especulação imobiliária estão tomando conta do lado oriental da cidade, ainda preservado dos avanços capitalistas mais expressivos. Berlim é, portanto, cenário de uma constante e apaixonante “batalha” entre o velho e o novo. ”Quando cheguei, foi um choque cultural. Achava tudo muito destruído e velho até entender que o velho é um pedaço do novo, de uma história sendo construída”.

QUEM FOR A BERLIM VAI GASTAR POUCO PARA SE DIVERTIR

A vida cultural em Berlim é barata e agitada. Há bandas tocando em cada esquina, no metrô, como em toda metrópole que se preze. Há shows dos mais variados estilos por 10 euros (o preço máximo é 80 euros), enquanto por aqui os ingressos mais baratos para atrações mais badaladas custam centenas de reais. O preço baixo permite que o pessoal se reúna para conhecer novos artistas (enquanto toma muita cerveja), ampliando as próprias referências musicais e fomentando o crescimento da arte. “Berlim é o lugar onde mais assisti a shows na vida”, diz Gabriela.

A arte de rua é grátis, claro, e a entrada nos museus também, às quintas-feiras, entre 18 e 22h. Gabriela recomenda a Ilha dos Museus, que agrupa o Museu Pergamon, Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie e Museu Bode. Se passar pela ilha, caminhe no sentido centro e conheça a Auguststraße – a rua Augusta de Berlim, cheia de galerias. Quem gosta de fotografia não pode deixar de visitar a Fundação Helmut Newton.

A bela Museumsinsel, ou Ilha dos Museus/Foto: Divulgação

E há projetos itinerantes interessantíssimos como o Dr. Sketchy, uma escola de “antiarte”. Todos os finais de semana, desenhistas e aspirantes se reúnem para retratar modelos vivos – mulheres com figurinos burlescos. Custa de zero a 10 euros e, ao final, os desenhos participam de uma competição. Gabriela já participou da brincadeira. “A cidade te prende de tal modo à arte que não tem como não ter vontade de ser artista”.

A Auguststraße – a rua Augusta de Berlim, cheia de galerias / Foto: Cwiki


O DESENHO ERA UM HOBBY E VIROU PROFISSÃO

Fridaneska, o trabalho mais famoso de Gabriela von Gal/Foto:Divulgação

Em Berlim, Gabriela desenvolveu pra valer seu gosto pelo desenho. Antes, era apenas um hobby. Fez um curso rápido, aprendeu uma técnica básica e hoje tem uma cartela de trabalhos fofíssimos, lúdicos e supercoloridos. Os experimentos, postados no Instagram, chamaram a atenção dos seguidores e agora os personagens estampam ilustrações vendidas online e, em breve, capinhas para celular. Um deles, a Fridaneska, uma ilustração em madeirite, foi exposta no MuBE, em São Paulo.

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Gabriela também abriu caminhos em Berlim para outros artistas, como o grafiteiro brasileiro Nunca. Depois de se conhecerem durante aulas de paraquedismo no Brasil, dois anos atrás, ela o levou para expor na cidade alemã, no projeto “Freedom Park Berlin”. Houve uma enorme receptividade ao seu trabalho, e muitas obras foram vendidas, algo ainda incomum no Brasil, onde é mais rara a busca por quadros com a assinatura de artistas que se formaram nas ruas.

ROTEIRO CULTURAL DE BIKE EM BERLIM, POR GABRIELA VONGAL

Este roteiro pelo bairro de Kreuzberg também pode ser feito a pé, mas de bike é mais legal. O ponto de partida é o viaduto da estação Warschauer Strasse U1. Se você optar pela saída à direita da estação, siga pela ponte histórica Oberbaumbrucke. Ali mesmo da ponte é possível avistar uma figura enorme de um homem de gravata (do inconfundível artista Blu), uma visão importante da cidade, pois do outro lado você encontra o East Side Gallery, a maior extensão que sobrou do muro de Berlim, um verdadeiro acervo de arte de rua.

O famoso trabalho do artista Blu, um dos símbolos da arte urbana de Berlim / Foto: Real Art of Street Art

Depois da ponte, vire à esquerda e siga pela rua Stralauer Allee 3 até o hotel Nhow. Ao chegar, você encontrará o Freedom Park, um acervo de artistas do mundo inteiro em um cenário tipicamente berlinense. Lá, terá o privilégio de ver o trabalho do Nunca.

Nunca dá os últimos retoques em obra exposta em Berlim / Foto: Urbanartcore



Depois, você deve seguir pela Schlesische Straße. Ali, você vai encontrar uma coleção de arte de rua e poderá ver mais de perto os muros pintados por Blu e também os famosos ursos do artista berlinense Bimer. Siga em direção ao Club der Visionäre, o famoso ponto de encontro sobre as águas com direito a cerveja e música. Se estiver fechado, sem problemas, contorne o club e você encontrará achados interessantes entrando nos becos.

Na rua Skalitzers strasse, você encontrará um mural pintado pelos GEMEOS, outros brazucas que deixaram sua arte pelas ruas de Berlim. Descendo a rua, você encontra o mural “Astronaut”, pintado pelo artista português Victor Ash. Ali mesmo também vai encontrar o charmoso mural pintado pela dupla britânica The London Police.

Club der Visionäre, um ponto de encontro sobre as águas / Foto:Divulgação

Berlim, aos meus olhos, é assim: uma cidade em constante movimento e mudanças, cheia de galerias, bares e projetos temporários. É uma cidade com uma explosão de energia. Um dia, aquele bar que você costumava frequentar pode se tornar uma galeria, ou uma quitanda, e no verão uma sorveteria. Você sempre vai se surpreender com essa cidade. Ela traz segredos e surpresas a cada esquina. Desvende-os!

Se quiser conhecer melhor o trabalho artístico de Gabriela von Gal, acesse a página dela no Facebook e os perfis no Pinterest e Instagram (@gabivongal).

Quatro dias na luxuosa Las Vegas (parte 2)

O belíssimo cassino do Caesars Palace

Seguimos com as dicas de roteiro na empolgante Las Vegas. Confira:

* Por Alessandra Oggioni

Dia 3

Planet Hollywood (3663 Las Vegas Boulevard South): O que mais me atraiu no Planet Hollywood foi, na verdade, o Miracle Miles, um shopping que tem um “céu falso”. De hora em hora, o tempo fecha e chega até a “chover” lá dentro. O cassino também é bacana.

+ Quatro dias na luxuosa Las Vegas (parte 1)

O espetáculo de águas do Bellagio é uma das atrações mais famosas de Las Vegas

Bellagio (3600 Las Vegas Boulevard South): O show das águas do Bellagio talvez seja a atração mais famosa de Vegas. De meia em meia hora, o espetáculo acontece, e quem está na rua para literalmente para ver as águas subindo e descendo no ritmo da música.

O jardim temático do Bellagio é sempre uma surpresa boa. Durante a nossa viagem, o tema era o Japão

À noite, a exibição fica ainda mais bonita (pode-se assistir várias vezes, pois cada apresentação traz uma canção diferente). Dentro do hotel o luxo transborda. Preste atenção aos detalhes, do carpete ao lustre, e confira também o Botanical Garden (grátis), um jardim lindo que muda a cada estação. Em janeiro, o tema era o Japão.

Paris Las Vegas (3645 Las Vegas Boulevard South): Este foi o hotel do qual mais gostei. Supercharmoso, todo o cassino lembra as ruas parisienses. Sem falar da recepção: um luxo só, com seus lustres de cristal. A dica aqui é subir na réplica da “Torre Eiffel”(US$ 13). Mas tente ir no horário em que dê para assistir a um dos shows de águas do Bellagio lá de cima. Pode acreditar, vai ser incrível.

Vista de parte da Strip com o hotel Paris ao fundo

Caesars Palace (3570 Las Vegas Boulevard South): O hotel reproduz a Roma Antiga, com réplica do Coliseu. Dentro dele, vale uma visita ao Forum Shops, um shopping superbonito e megaluxuoso. O mais interessante é o céu falso. Dá a impressão que está sempre de dia, a qualquer hora. Ali, um bom lugar para comer é o Cheesecake Factory.

Forum Shops, o megaluxuoso shopping com céu falso que fica dentro do Caesars Park. Reproduz o Coliseu

Show: O “Le Rêve – The Dream”, no hotel Wynn, é uma excelente sugestão para quem quer ver um bom show. O espetáculo mistura água, fogo e acrobacias, com efeitos lindos. Só tome cuidado se for se sentar nas três primeiras fileiras, porque pode se molhar. As exibições acontecem somente de sexta à terça-feira. Preços a partir de US$ 105.

Dia 4

The Mirage (3400 Las Vegas Boulevard South): Da rua mesmo você confere o espetáculo dos vulcões. De hora em hora (a partir das 17h), bolas de fogo imitam lavas e pulam ao ritmo da música. No hotel, tem ainda o belo Secret Garden (US$ 19,95), um jardim com diversos animais, como onças e tigres, e um habitat especial com golfinhos.

Venetian (3355 Las Vegas Boulevard South): Quem sempre sonhou em fazer um passeio de gôndola, pode encontrar uma opção mais barata do que na verdadeira Veneza. A partir de US$ 18,95 por pessoa, dá para passear e ver as réplicas da Piazza San Marco, do Palácio Ducale e da Ponte do Suspiro. No saguão principal, observe as pinturas no teto. São incríveis! Outra ideia legal, especialmente se estiver com crianças, é passar no Madame Tussauds (US$ 25,95), um museu de cera bem divertido que fica dentro do hotel.

Fashion Show Mall (3200 Las Vegas Boulevard South): Para quem não dispensa um shopping nem quando está viajando, a dica é o Fashion Show Mall. Lá, tem diversas opções para comprar e para comer. Entre elas indico o Johnny Rockets, para quem adora um hamburguer, ou o italiano Maggiano’s, para saborear uma boa massa.

Wynn (3131 Las Vegas Boulevard South): Continuando a peregrinação pelos hotéis, o Wynn é puro luxo. Corredores, saguão e cassino são impecáveis, sem contar o belíssimo jardim central. Uma delícia caminhar por ali. Lá também tem um salão muito bonito, uma espécie de capela, para quem está a fim de renovar os votos do matrimônio (com preços a partir de US$ 250 mais taxas).

O belo jardim do Wynn, um dos hotéis mais sofisticados de Las Vegas

Stratosphere (2000 Las Vegas Boulevard South): Para fechar a visita aos hotéis, o Stratosphere não pode ficar de fora. No observatório (US$ 18, adulto) dá para ter uma bela visão da cidade de Las Vegas. É lá no alto que estão três brinquedos superradicais, que não tive coragem de ir. O Insanity (US$ 15) parece uma garra que deixa você meio que suspenso no ar, girando em torno da torre. Muito insano pra mim! O X-Scream (US$ 15) simula um carrinho de montanha-russa que parece que vai cair na rua. E o Big Shot (US$ 15), é um elevador que despenca. Ah, tem também o SkyJump, uma espécie de “salto” a uma altura de 108 andares pendurado a uma corda (US$ 109,99).

Essas são as dicas dos principais hotéis, mas Las Vegas ainda reserva muito mais aos seus visitantes. Se tiver tempo, não deixe de passar pelo lindíssimo Aria, o tradicional Luxor, o antigo Circus Circus e o divertido Treasure Island. Para quem gosta de luxo, é uma viagem e tanto!

Trabalho voluntário: a experiência de uma jornalista que passou quase três meses viajando pela África

À esquerda, em Moçambique e, à direita, Sarah Maluf na Tanzânia.

Planejar uma viagem significa por si só partir em busca de alguma experiência nova. Uma imersão cultural, entrar em contato com novos costumes, aprender um novo idioma… Os objetivos são variados, mas há quem procure não só o crescimento individual durante um roteiro. Para Sarah Maluf era preciso um motivo além para arrumar as malas.

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Em 2008, durante um trabalho voluntário na ONG Human People to People na Califórnia ela fez um curso preparatório para trabalhar na África e se apaixonou. Dois anos mais tarde, depois de juntar uma grana e planejar o roteiro com outros amigos, a jornalista partiu para o continente para um “mochilão do bem”.

Algumas das ONGs visitadas: Badilisha, em Rongo, no Quênia; Mount Kenya Ecovillage, também no Quênia e GRA – Global Resources Alliance. “Percorrer cinco países africanos com três amigos e uma mochila nas costas foi a melhor viagem que já fiz”, confessa.
Durante a viagem de quase três meses você trocou o trabalho voluntário por estadia.

O trabalho é recompensado por paisagens incríveis como esta em Zanzibar

COLHERES NA ESTRADA: Como foi o planejamento de tudo isso?
SARAH MALUF: Organizei tudo com uma amiga de Brasília, um dos Estados Unidos e uma outra que é assistente social. Antes de embarcar tivemos quase seis meses de preparação. Nossa ideia era buscar ONGs africanas que trabalhavam com permacultura (conceito que une agronomia, arquitetura, educação voltados ao uso sustentável da natureza e para criação de espaços ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis), e que viam mesmo em um solo ainda judiado uma possibilidade de minimizar a fome e ajudar a comunidade local. Marcamos algumas visitas via e-mail. Em algumas que visitamos, trocávamos nossa estadia por trabalho (com a terra, com as crianças locais, ou até mesmo na cozinha). Porém, durante as longas viagens, muitas vezes dormíamos em pensões, em cidadezinhas no meio do caminho. Não fizemos nada com agência e também não voamos durante nosso trajeto no continente africano. Nossos meios de transportes eram velhos ônibus clandestinos, motos, bicicletas, barcos e muitas vans.

C.E.: Qual foi o roteiro escolhido?
S.M.: Tínhamos pouco tempo e muitos lugares para conhecer. Decidimos então dar uma volta no sul do continente, começando pela África do Sul, subindo para Moçambique, Tanzânia, até chegar ao Quênia, e depois descer, pela Zâmbia, de volta a África do Sul. Chegamos pela África do Sul, onde a maior parte do tempo foi de turismo. Conhecemos Johannesburg (que não é lá uma cidade muito convidativa) e fomos ao Kruger. E só então começamos nossa viagem. Em Moçambique, país caloroso, lindo e intenso, passamos Natal e Ano Novo. A receptividade foi maravilhosa e não poderíamos ter passado melhor os dias de festas. De lá, seguindo para Tanzânia, conhecemos a exótica e surpreende Dar es Salaam, cruzamos o Monte Kiliamanjo, conhecemos o trabalho e o carinho de homens e cuidadores da terra, e chegamos à fronteira do Quênia. Lá, fomos em direção a uma a pequena organização familiar de permacultura, em uma vilazinha a beira do lago Victoria, onde ficamos hospedados por dez dias. A Zambia foi o último pais visitado. Me supreendi com a força de Victoria Falls.

Sarah Maluf com uma comunidade em Moçambique

C.E.: Em termos culturais, o que mais te chocou e te surpreendeu?
S.M.: Logo que chegamos em Johannesburg ficamos hospedados nos bairros do centro, com negros em sua maioria. No final da viagem, passamos por lá novamente, por outras regiões e encontramos um cenário diferente, só com brancos. É impressionante como a questão racial ainda é tão latente por lá. Também me surpreendi com a fortíssima presença da cultura brasileira em Moçambique. Os moçambicanos não só assistem nossas TVs, como ouvem muita música brasileira e adoram debochar das nossas gírias.

C.E.: Como essa viagem mudou a sua maneira de encarar a vida?
S.M.: Quando você fica por algum tempo sem tudo aquilo que está tão condicionado a achar fundamental, quando se livra de algumas falsas necessidades e se entrega de coração ao que está à sua frente, tudo fica mais fácil. Adorava a simplicidade de pequenas coisas ali, a acolhida das pessoas que conheci e uma alegria, muitas vezes tão pura, que era gostosa de compartilhar. Quando cheguei de viagem, durante um bom tempo, tudo que via a minha volta era sem graça. Ainda hoje tenho saudade do tempo de lá, que com certeza corre diferente do tempo daqui.

Em uma escola em Rongo, no Quênia

C.E.: Ainda mantém contato com o pessoal de lá?
S.M.: A minha sorte foi passar a fazer parte do coletivo multimidia “tás a ver?”, formado por pessoas que também conheceram e se apaixonaram pelo continente. A ideia do grupo é produzir vídeos, exposições e outros conteúdos sobre cultura contemporânea africana, o que me deixa mais perto do que vivi lá.

C.E.: Já está pensando em algum outro roteiro “do bem”?
S.M.: Por enquanto o foco é no próximo projeto do coletivo: um site voltado para o que de novo e inspirador tem sido produzido na África hoje. Estamos em fase de captação. Mas, com certeza, ainda quero embarcar em outra viagem por terras africanas.