As histórias do Ritz, em Paris: um dos hotéis mais famosos do mundo fecha para reforma

A fachada do Ritz: o mega hotel fecha por dois anos para reforma

Do dry martíni Vésper à canção “Puttin’ on the Ritz”; da comida requintada à arquitetura imponente; do bar que leva o nome de Ernest Hemingway a muitos outros “patronos” famosos: o Ritz é, sem dúvida, um dos nomes mais marcantes a povoar o sonho dos viajantes mundo afora. Em Paris, especialmente, o hotel localizado na praça Vendôme, é uma atração por si só, em uma das áreas mais luxuosas da cidade.

O nome do bar em homenagem ao escritor

Se no começo do século 20 o Ritz estava entre os endereços da boemia francesa mais abastada, com seus amplos salões bastante frequentados por milionários e estrelas de cinema, com o passar dos anos o lugar foi ficando ultrapassado por um conceito de luxo mais moderno. O charme, no entanto, seguiu resistindo bravamente. Foi no Ritz que Audrey Hepburn e Gary Cooper filmaram a comédia romântica “Amor na Tarde”, de 1957, dirigida por Billy Wilder. Lá também – muitos anos mais tarde – a toda-poderosa Miranda Priestley, a editora de moda de “O Diabo Veste Prada”, fica hospedada com sua assistente durante a semana de moda de Paris, como conta o livro de Lauren Weisberger.

Kate Moss em editorial de moda para a Vogue americana: o hotel já foi palco para inúmeros ensaios fotográficos

Construído no começo do século 18 para ser uma propriedade particular, o prédio já abrigou uma instituição financeira antes de se transformar no famoso hotel. Como Ritz Paris, ele foi inaugurado em 1o de junho de 1898 por César Ritz, que desde o início queria que o lugar fosse uma referência em gastronomia sofisticada. Atualmente, o dono deste ícone da hotelaria é o empresário egípcio Mohamed Al-Fayed, que comprou o prédio da família Ritz em 1979. Foi no hotel, inclusive, que Dodi Al-Fayed e a princesa Diana jantaram pela última vez antes do acidente que matou o herdeiro dos Fayed e a ex-mulher do príncipe Charles, em 1997.

DECADANCE AVEC ELEGANCE

Vista da suíte Coco Chanel, que leva o nome da estilista

A tão falada reforma que fechará o hotel por dois anos deve custar 140 milhões de euros. O Ritz de Paris deve ficar pronto para receber novas pessoas no verão de 2014. Espera-se, também, um aumento nos já pouco acessíveis preços das diárias. Não é em todo lugar que se pode ficar hospedado no quarto em que a estilista Coco Chanel morou por mais de 20 anos, até chegar o fim de sua vida. A suíte que leva seu nome custa 10 mil euros por dia a estadia. Haja elegância para gastar todo esse dinheiro!